Os Sérios


umbigo_vitruviano

Sabe aquele buraquinho (ou bolinha, dependendo da pessoa) que fica bem no centro do seu corpo, na região abdominal?

A cicatriz do que um dia foi a mais linda cordinha, ligando você ao corpo da sua mamãe, e através da qual você pôde crescer forte e saudável até o dia em que veio conhecer o mundo aqui fora?

Sim, seu umbigo. Ou “imbigo”, como algumas pessoas falam.

A maioria das pessoas não liga muito para o próprio umbigo. É engraçado, porque tem gente que está sempre limpando seus ouvidos e narinas, porém nunca limpa seu outro orifício (o umbigo, assim espero. Não limpar o ânus já é falta de educação, né).

A gente se olha no espelho, fica reclamando da barriga saliente, com suas gordurinhas localizadas, um tempão analisando o abdômem… mas nem tchum pro umbigo.

Alguém aí pode argumentar: “Mas a gente não passa o dia olhando para o espelho. E nem olhando para baixo o tempo inteiro. Digo mais: tem gente que nem consegue ver o próprio umbigo, dependendo do tamanho do tecido adiposo localizado em cima dele!”

Realmente, isso é verdade. Porém, também não conseguimos ver nossos ouvidos e narinas sem ajuda do espelho, e isso não nos impede de darmos atenção a eles, de quando em quando.

Ou seja: não damos atenção para os nossos umbigos MESMO.

É mais fácil ver o umbigo dos outros.

Muito mais fácil do que enxergar o nosso.

Apontar para barriga alheia e notar que a pessoa tem uma hérnia no umbigo. Ou que é um puta de um buraco negro. Ou admirar aquele umbiguinho lindo e “bem feitinho”. Todos olhando – e julgando – o umbigo alheio.

Enquanto o seu está aí, sendo ignorado, negligenciado… e sendo julgado por montes de gente iguais a você.

Bora cuidar do próprio umbigo, galera.

k

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Tudo irrita.
Alegria irrita, tristeza também.
Barulho demais irrita, e o total silêncio irrita mais ainda.
Falar com as pessoas? Ah, não, prefiro não falar. Ouvi-las, ao menos? Não. Ouvir o que as pessoas têm a dizer é muito irritante.
Um dia de sol dá nos nervos; igualmente quando chove.
Ter montes de coisas para fazer, um saco! E quando não há nada, que coisa mais chata.
Há momentos em que tudo irrita. Simplesmente tudo.
A única coisa que não é nem um pouco irritante é o pensamento que chega mansamente, avisando: “Não se preocupe, é só uma fase. Uma irritantemente chata fase. Isso, como tudo, vai passar.”

k

Conversa entre meu sobrinho, minha mãe e eu.

Pedro, que estuda de manhã, chega da escola após as 15h.

EU: Onde você estava? Foi no médico?
PEDRO: Não, eu tava tendo ensaio.
EU: De Dia das Mães?
PEDRO: Não. De Português. A partir do 6º ano não tem mais festinha de Dia das Mães.
MÃE: (sorrindo) Festa de Dia das Mães é só até o 5º ano! Eles são adultos agora! (sorrindo ainda mais)
EU: Nossa, é verdade. Como a gente é besta. É que nós ainda achamos que você é uma criança pequena.
PEDRO: Só eu evoluí.

k

 

 

 

Não sei por que ainda me dou ao trabalho de fazer certa coisa, já que nunca tenho retorno.
O ato de se dar é importante, ainda mais dar-se ao trabalho.
E trabalho que não dá retorno é energia perdida. É tempo perdido.

Cansei de ter esse trabalho, de me dar, e de ter a expectativa frustrada.
Então, tá.
Escrevi só pra reforçar: não me darei mais ao trabalho.
Foda-se.

k

(Yep, I know I don’t know English very WELL. Fuck it, though).

I’m so sad.

Tonight I went hanging out with my brother, sister-in-law and my childhood friends. We went to a place filled with foreigners. And wich one of them were talking to me like “hey gourgeous/ babe, what are you doin'” , like if I was some brazilian bitch who was looking for some “gringo” to make out/sex with.

But I’m not that type of girl, and when I started asking some questions about their life and where are they come from, what do they do for a living, these guys just shoot me off the conversation like if I had some contagious illness. And I felt so frustrated and sad…

I know that when you go to a club, or whatelse, you just wanna find guys or girls to flirt, make out with, or whatever. But I’ve always been the type of person who likes to KNOW people, before anything else. That’s just me!

So I just let these guys go… go and search for some girls who wanted simply to get laid. It’s normal, in every place, anywhere. People just wanna hang out and get laid.

But… I don’t know… I feel like… when you’re in a different country, living in a different culture, you want to know stuff… you are curious to learn stuff… but, actually, that’s not the reality. People just wanna to keep things superficial. I guess that’s easier to deal.

But I just can’t avoid to feel sad for those people. Those superficial people. Wherever they were born, or their culture – they are (and I’m afraid they always will be)  superficial.

kay

beer

 

Cerveja amiga…

Diga-me: você estará comigo quando tudo se quebrar à minha volta? Você me dará coragem para fazer o que me der vontade?

– Sim, eu te deixarei mais solta… mais leve. Dance, você pode. Dance como se não houvesse amanhã. Os desconhecidos tornam-se amigáveis, e você pensa que estes desconhecidos são legais. Na verdade, o que ocorre é que você se projeta nas pessoas. E você consegue enxergar-se nelas. Vê toda a sua generosidade, sua amizade e sua vontade de querer fazê-las sentirem-se melhores.

Você me dará coragem para dizer tudo o que eu sinto aqui dentro?

– Sim. Sua língua se soltará, e você conseguirá dizer às pessoas o que realmente pensa, e o que sente. Amigos queridos, de outrora e de agora, receberão suas palavras mais sinceras. Você conseguirá dizer a quem você ama que os ama. Que tem saudades, que sente desejos. Toda a sua inibição desaparecerá. Os sentimentos estarão lá, expostos, em carne viva, para quem quiser ver. Nua, é assim que vai ficar.

Isso é ótimo! Espero poder contar sempre com você!

– Não. Apesar de proporcionar esta válvula de escape, não sou a solução. Posso torná-la mais sincera, mas não crio seus pensamentos; posso torná-la mais afetiva, mas não crio seus sentimentos. Tudo o que eu exacerbo já existe em você: nada é criado por mim. Então, o que vem à tona na verdade já existia em você. Você é a criadora, a entidade que dá a vida; eu sou apenas o estopim que faz com que você transborde. Não pense que sou a solução, pois não sou criadora de nada. Tudo vem de você. E, na maioria das vezes, não precisará de mim: sou apenas um meio para que você descubra sua própria força. Não sou um fim. Nunca serei um fim… nunca. Apenas um meio. Se quiser enxergar-me como um fim, o fim será o seu.

k

 

Cê sabe aquele detalhezinho?
Aquele negocinho, a que não se dava muita importância antes de acontecer?
Sabe a ideia, aquela que vem do nada, e que clareia a ideia?
Uma atitute, coisa de um segundo?
O insight que cria algo diferente?
A vontade (de onde vem?) de atravessar a rua naquela hora?
Calar ao invés de falar?
Ou então falar, ao invés de calar?
A decisão entre dois caminhos?
A chance… tão esperada?
A oportunidade agarrada, a oportunidade desperdiçada?
Aquele momento que muda tudo, toda uma vida?

Sabe?

k

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