março 2009


O poder é um mal-entendido.

O poder não é subjugar, é fazer seguir sem esforço. Não é iludir, é fazer acreditar na sua verdade.
Não é dominar, é dar a mão.

O poder é incompreendido. Poucos realmente sabem o que é ter poder, porque apenas enxergam seus próprios egos. O poder que pensam que possuem é sobre seus próprios medos, por não os aceitarem.

Dominar para não ser dominado, é viver com medo de ser dominado.

Qual é a graça de se viver com medo?

Qual é o prazer que se sente ao dominar? Nenhum, apenas um alívio covarde por conseguir não se deixar dominar.

Viver em função das limitações.

Ninguém é livre dessa forma.

Ter “poder” e ser escravo dele?

Liberdade, conhecer as pessoas, tolerá-las e esperar porque o troco sempre vem, através da Providência, a grande dama.

Quem se conhece profundamente descobre o verdadeiro poder, porque acaba conhecendo as razões dos outros, e descobre que as razões não são boas nem más, são razões.

Conhecimento é poder, sabedoria é poder.

k

O que me aflige?

Um lar.
O centro do Universo, o centro do raio rosa que emana dos corações de quem ama incondicionalmente. A fonte da energia. A fonte sofre oscilações. O grande homem que está ficando velho, a grande mulher que também fica velha. A culpa por não conseguir proteger. O jovem que insiste em ser criança, e a criança que precisa de direção. A culpa por não poder protegê-los. O coração rompido que sangra e dói, a hemorragia que transborda e mortifica.
E as lágrimas incapazes salgam a vida.

Um emprego.
A ilusão da proximidade que lentamente destrói a ambição. O engodo em forma de afeto, e a mulher diabo, que cresce forte e feia em forma de inúmeros tentáculos que cercam e sufocam, as unhas vermelhas cor de sangue sujo, os olhos arregalados e cegos. Brilham, embaçados, querem sangue. A ingenuidade morreu.

Um mundo.
Ela tem medo de correr livre pelo mundo e pela vida. Ela é imensa na sua mente e no seu coração, mas não consegue sair da muralha que criou para si mesma, e toda noite ela sonha que cnseguiu destruir as paredes grossas que causam falsa impressão de segurança. O mundo está lá, à sua espera. Os muros precisam ser destruídos, os muros do orgulho.

Uma ferida aberta.
Até quando o passado teimará em aparecer?

Rompe com o que faz atrofiar.
Destrói o que sufoca.
Mata o que enfraquece.

k

“Pa bo enten, me pala bas.”

k

É tão difícil que eu nem sei como começo.

Tanto pensamento girando que eu não consigo organizá-los, só sinto angústia.

Eu temo que daqui a alguns dias, precise fazer uma escolha importante, e não consigo me decidir por qual lado eu caminharei caso tenha que fazer essa tal escolha.

Já me falaram prá fazer listas de prós e contras, prá rezar e talz. Mas eu não consigo.

Essa é a coisa chata de ser geminiana, sempre analisar os dois lados da moeda. Queria ser ariana, escolher e mergulhar de cabeça e acabou.

A única coisa que eu espero, se tiver que escolher, é tomar uma decisão sensata.

Existem coisas boas e ruins dos dois lados, e isso é perfeitamente normal, tudo na vida é assim, então eu não espero que sempre seja um mar de rosas porque não é e nunca será.

Mas espero tomar uma decisão que me permita evoluir, que me abra horizontes, que contribua para a minha felicidade, que me ajude a construir coisas, materiais, mentais, emocionais, profissionais.

De qualquer forma, daqui a alguns dias, talvez terei feito a minha escolha, se eu me deparar com a necessidade de fazê-la.

Quero, até lá, apenas viver e curtir tudo, como todo mundo deve fazer, viver um dia de cada vez e fazer as coisas acontecerem.

Estar sobre as escolhas, e não sob elas.

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