junho 2012


Susto no meio da noite. Gritam na rua! E gritam em outra língua!

Pesadelo! Meu Deus, onde estou? Helsinki, Budapeste, Xangai, na Caxemira, no Butão???

Ah não. Tô acordada, em casa mesmo.  É só um grupinho maldito de bêbados enrolando a língua.

Bando de vagabundo.

k

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Sinto sim, e mais que a maioria
E choro fácil.
Vejo beleza onde para muitos não há nada
E vejo horror em coisas que a maioria não vê.

Antigamente a ignorância destas coisas trazia medo e dor.

Pensei por um tempo que não devia ser assim
E tentei amenizar o medo e a dor
Utilizando diversas fomas de escapismos,
Desde ilusões criadas pela minha cabeça até viagens,
Causadas por substâncias ou viagens físicas.
Sair fora de um lugar para outro, sair fora de mim para o infinito.

Hoje sei que sou covarde,
Mas a minha covardia não é fruto do medo de sentir exacerbadamente,
E sim das tentativas de acabar com este medo.

Hoje admiro muito mais os sóbrios e os que não se enganam,
Que não tentam esconder-se atrás de desculpas, drogas, ilusões.
Tente viver a vida sem nenhum artifício que diminua seu desconforto,
Sinta a lâmina cortar a carne e o sangue quente que escorre:
É para isso que estamos aqui,
Para sentir tudo de forma plena e completa. Tudo de bom e de ruim.

Porém… somos covardes.

Analgésicos,

Hipnóticos,

Anti-depressivos,

Psicotrópicos,

A Natureza é Química,

Amém.

k

Por mais que eu queira ser amarga… sou doce.
E quantas vezes me sinto pesada! Mas no fundo sou leve. Até demais.
A força com que desejo mais frieza e realismo na minha mente é a mesma que faz com que eu seja passional e sensível.
Superficial? Só aparento. Não se vê o fundo desse lago.
Sarcasmo? Defesa…
Cara feia? Melhor franzir o cenho do que abrir as torneiras dos olhos e parecer frágil.

A minha essência eu bem conheço. E bem que gostaria de mudar algumas coisas nela.
E não sei se vale a pena outros a conhecerem além de mim.
Não sei até que ponto a minha essência vale mais do que a minha máscara.

k

As pessoas são diferentes. E são suas diferenças que nos fascinam.
Toda essa pluralidade do ser humano: Desde todas as nuances de suas personalidades, seus valores, o que os motivam, até a cor de suas peles, os formatos dos rostos, alturas, enfim: Todas as características, internas e externas, que nos tornam únicos em meio a tantos semelhantes.
Por isso que não se deve ter pré-conceitos sobre o que os outros são ou escolhem.
São essas diferenças, pequenas ou grandes, que guardam toda a magia e o fascínio de viver e conviver.

MAS QUE EU FIQUEI C.A.R.E.T.A QUANDO DESCOBRI QUE VOCÊ DÁ A BUNDA JOÃO, AH ISSO EU FIQUEI!!! EITA NÓIS, NÉ?

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