fevereiro 2009


Ah, o carnevale. Multidões reunidas na maior suvaqueira em torno de música e cachaça. Uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu =|

Daqui a 9 meses, milhares de crianças nascendo. Acho que a maioria dos brasileiros nascem em outubro/novembro. Será que já fizeram um censo disso?

Bem. O meu carnaval foi parado exceto no sábado, quando fui a uma balada GLS (acho que eu era a única S no recinto), onde estive com pessoas reunidas em torno de música e cachaça e, por não ter ar condicionado, numa suvaqueira suportável. Acho que mantive bem minha dignidade, dançando axés antigos suando em bicas, com as calças já coladas no corpo, procurando ficar embaixo dos ventiladores e segurando lata de coca-cola – sim, porque minha fase etílica já passou há alguns anos.

Não consigo conceber aquelas pessoas espremidas atrás de trios elétricos ou blocos. Cara, É MUITA GENTE. Carnaval de rua é legal, mas assim é demais! As pessoas são levadas por aquela correnteza, não andam, são conduzidas pelo trio rs. Tipo, se o motorista do trio tem uma demência e resolve jogar o carro no mar, comete um genocídio, “só não vai quem morreu” =D (infame, eu sei).

E a televisão hããããããã??? Fiquei com vontade de ver os bailes gays na RedeTv mas perdi o dia, tive que assistir Nelson Rubens que deve ter batido o record de “OK OK!” e aquela estranha que apresenta o Dr Hollywood, que não sabe nem falar. A única coisa que me fez mijar de rir foi quando Nelson Rubens fez merchand dos Preservativos Gózzi hasuhsuahsuhauhsauhsuahshahsusahshshsuahsuahushaushashausauhsauhsuaha

k

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dinda

A.M.A. – geminiana, claro.

O transporte coletivo pode ser bem nojento, se pensarmos a respeito. Na verdade, não é pra encanarmos com isso, é só uma reflexão. Chegando em casa a gente se lava e fica novo.

Anteontem eu subi no ônibus e vislumbrei um lugar vago. Era na última fileira, de um lado o assento da janela onde estava um cara, e do outro, o assento “corredor da morte”, sabe aquele bem no meio, que se por ventura o motorista der uma freada brusca você vai parar lá na catraca? Então vi o lugar, e sentei lá. A mulher que estava sentada no corredor da morte me olhou algumas vezes, mas eu nem liguei. Passados alguns segundos após eu me aboletar, senti aquele odor de rosas, aquele aroma bem sofisticado de gente que não toma banho há anos. Aí percebi porque a porra do lugar estava vago! =D

Como estava muito cansada resolvi ficar, os ventos eram favoráveis na maior parte do tempo, de vez em quando me brindavam com o cheirinho totoso. Mas reparei que o cara, além de dono de um futum sensacional, era estranho. Tinha um radinho e ficava o tempo todo mudando de estação, meio descontrolado vamos dizer. E toda hora ficava fuçando na sacola que levava no colo. Eu pensei “Se ele fizer algum movimento brusco eu pulo daqui”, mas ficou só naquilo mesmo. Vai ver que estava agitado porque nem ele devia aguentar o próprio fedor, sei lá.

Eu sei que esse cara começou a olhar muito lá fora, pensei “Deve estar chegando o ponto dele, GRAÇAS A DEUS”; mal acabei de pensar e o cara levantou-se sutilmente e quase me levou junto com ele, dei uma bolsada na cara da mulher do corredor da morte, pedi desculpa e sentei de novo. Olhei pro cara e percebi que estava todo mijado, éca. Devia estar cagado também, porque aquele odor de flores não era brincadeira. O cara desceu e o cheiro foi embora com ele, certo? Errado, o bumba ficou impregnado, mil vezes merda (e mijo). Até sentei em outro lugar quando esvaziou, sem sucesso. Aí fiquei imaginando o ônibus chegando no ponto final, o pessoal subindo e alguém sentando naquele lugar… porque estava limpo, não é que o cara cagou e mijou lá, ele já estava daquele jeito. A pessoa sentando no lugar, se encostando… tipo, se é um homem de bermuda, ou uma mulher de saia, encostando a pele no banco… aaaarrrghh! Pensei no lugar onde eu estava sentada, quem será que já havia passado por ali durante o dia? É cruel pensar nisso, né rsrsrs.

Então ontem, estava eu dentro do ônibus dentro do terminal, sentadinha na janela quase dormindo, esperando o motorista entrar pra irmos embora. Aí um cara sentou do meu lado cantando. Percebi que ele não estava ouvindo música com fone, simplesmente estava cantando seu repertório de pagodes e batucando na mochila… contive meu impulso de assassiná-lo com requintes de crueldade e respirei fundo. Estava muito cansada. Desceu um pouco antes de mim, e até levantar brindou-me com seu bom gosto musical ¬¬

O transporte coletivo pode ser bem nojento.

k

… O que eu tenho a perder, mesmo?

Só a vergonha! E nem me importo se a perder!

Então TÁ VALENDOOOOOOOO (à la Gugu)

k =D

Respiro, como quem precisa de ar.
Falo, como quem precisa ser ouvido.
Ouço, como quem precisa aprender.
Calo, como quem precisa refletir.
Penso, como quem precisa de direção.
Faço, como quem precisa construir.
Sinto, como quem precisa de vida.

Alegria para poder rir de si mesma.
Força para poder superar a si mesma.
Paz para poder equilibrar a si mesma.
Coração para poder preencher a si mesma.

Alma para poder evoluir.
Amor para poder compreender.
Energia para poder levantar.
Gratidão para poder trocar.

Eu só sou nada.
Só sou refletida no outro.
k

Homem sem Nome – Adriano Silva

Os livros nos escolhem. Este me escolheu por intermédio do meu amigo JK. Ele me disse que, depois de lê-lo, das duas uma: Ou eu me mataria ou nunca mais reclamaria da vida.

Bom, eu consegui chegar até o fim e não me matei rs. Mas, a cada história terminada eu reflito sobre o que vi. E o que eu vi nesse livro foi algo sobre saber que as coisas estão erradas e pior, prever que ficarão piores, mas por derrotismo, ou culpa, deixar que tomem conta até que não reste mais nada em que acreditar.
O personagem recebeu sinais de que as coisas não iam bem até dizer chega.
Além disso, ele provocou as situações em que vivia. Nunca conseguiu esquecer as atribulações da infância, o péssimo relacionamento com seu pai e a culpa pela vida sofrida da mãe, como se fosse a vida dele, e não uma escolha feita por ela mesma.

Tomou a pior decisão que existe: por causa do ressentimento, e de não conseguir esquecer, resolveu carregar os problemas da infância, o pai e a mãe consigo.

Munido dessa bagagem sombria seria de se estranhar que as coisas de repente se tornassem boas na vida do cara. Obviamente, não foram. E todo o tempo ele sabia que estava conduzindo as coisas de modo errado, e os sinais estavam lá, na sua mente, e depois na forma do mendigo. Mas ele optou por seguir em frente, numa auto-punição doentia por se sentir culpado pela sua própria fraqueza de não poder largar o fardo que nunca foi dele, e assim refazer sua vida.

Até que ponto o ressentimento, o comodismo e o medo podem estar tão encravados na mente de uma pessoa para que ela se auto-destrua?

Por que temos tanto medo de errar, de recomeçar, de mudar, de romper com o que não nos faz bem?

Essas questões estão martelando há muito tempo. Eu ainda não consegui decifrar os sinais, mas pelo menos estou tentando.

Este livro é fantástico. Pelo menos foi para mim, porque na verdade, os livros nos escolhem.

k

OOOOOooooooOOOOOooooohhhhh (à la Aline Dorel).
Semana do saco-cheio. Sem trabalhar, só mofando. Dá até dor de cabeça (falaram que pode ser a conjuntivite, sei não).
O bom é poder dormir. Dormiiiiiiiiiiirrrrrrr.
Ler também é bom. Assistir filme também.
E brincar com o pequeno (mas sem chegar perto).
E conter meu instinto de coçar os olhos até fazer feridas.
E fazer compressas de gaze com água gelada, e pingar colírio.

Refletir. Sobre mim, sobre as coisas, as pessoas, a vida (e chegar à nenhuma conclusão).
E não gastar dinheiro (já que gastei uma grana no médico, no colírio e nos lenços de papel).

E sentir saudade. E me sentir inútil.
E sentir culpa por estar perdendo a primeira semana na faculdade.

E dormir. E dormiiiiiiiiiiiiiirrrrrrrrrr.

k

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