março 2007


Ebaaaaa! Um aninho de blog!

Vingou!

Achei que a louca em mim havia morrido, mas ela estava apenas adormecida rs.

Adoro datas. É muito bom fazermos retrospectivas, principalmente quando, depois da tempestade, vem a calmaria… e quanto tempo durou essa tempestade!!!!! Mas graças ao Bom Pastor ela foi embora.

Há 1 ano eu estava sem rumo, dentro de uma bolha, sem ação nem reação, estagnada, estática, imóvel… por isso que o blog nasceu, eu precisava dar vazão à minha mente que não pára, mesmo com o resto parado. E, nossa, como foi bom… me redescobri, terminava de escrever e cascava o bico comigo mesma… ou então pensava: “Putz, ficou bom isso aqui!”. Fui me reconstruindo aos poucos. Cada texto que saía da mente era um caco que eu remendava dentro do peito.

E assim foi… e agora estou agora. Movimentando-me, mutável, às vezes volátil, às vezes instável, mas caminhando, seguindo em frente, deixando o passado no passado, curtindo o presente e fazendo alguns planos pro futuro. Entre eles, claro, continuar aqui… fazendo a única coisa que eu tenho certeza que nasci pra fazer: bããããã, o que será???

Ah, e se tudo der certo, continuarei doida.

k

Anúncios

Porque teve de ser assim, atropelando tudo, a minha mente que estava pacífica e contemplativa? Continua contemplativa, porém agora contempla apenas um objeto, e se inspira e tira sua felicidade deste objeto apenas, de nada mais. A natureza, o céu, as pessoas queridas, ganham cor ou se desbotam dependendo de uma manifestação sua para mim, ou da não consciência da minha presença da sua parte. “Veio até mim… quem deixou me olhar assim? Não pediu minha permissão”.

Coisas que a gente não controla, e que aparecem quando menos se espera, e que machucam quando se pensa que se está curado, e que nos levam ao êxtase e depois à depressão, e novamente ao êxtase numa dança que embriaga e nos tira da realidade… E que esforço que a gente faz para retornar à ela, porém, doce ilusão, a realidade já está afetada pelo sentimento que aperta e sufoca o nosso ser e que nos prende nessa dança interminável. “Não pude evitar… tirou meu ar, fiquei sem chão”.

E agora, dou isso para quem, me dôo para quem, se você não quer? O que fazer com essa coisa linda que transborda, que é imensa na sua intensidade, que é doce na sua força, que é triste na sua imobilidade, que está presa, que dói, que me fere por saber que é tão perfeita e não está com você, dentro de você, te cuidando, te protegendo, te fazendo feliz? Essa coisa linda contenta-se com migalhas. “É tudo o que eu posso lhe adiantar… o que é um beijo se eu posso ter teu olhar?”.

Contenta-se, mas não se conforma.

k + Céu