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Uma vez, um amigo muito querido (que virou irmão) me disse:

“LIVRE-SE DO QUE NÃO FORTALECE”.

Com dor, com contrariedade, com o apego que for.

Livre-se.

Só isso que eu tenho a dizer hoje.

Mentira. Não é só isso.

Não sou só o seu prazer de 30 minutos.
Não sou só o seu bibelô, que serve pra vc contar vantagem (mesmo que seja só pra vc).
Sou muito, MUITO MAIS DO QUE ISSO.

Se vc acha que vai ME resumir a um troféu na sua estante de EGO,
Vc se FODEU. 

VOLTE VÁRIAS CASAS. VÁÁÁÁRIAS.

Bjão.

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O que pode mudar em 3 anos?

VELHO. POR ONDE EU COMEÇO?

Já deu preguiça.

Faz 3 anos que eu não entro aqui. Tive que apelar pro “esqueci minha senha” e criar uma nova. E olha que 12 anos atrás isso aqui era meu amor, eu tinha que postar todo dia.

DOZE ANOS. VAMOS ABAFAR.

O pessoal agora escreve no Medium. Acho que até fiz conta lá, mas não consigo mais escrever. Só pro trabalho.

OSEJE… o trampo tá consumindo minha criatividade. MAS NÃO PODE!

Na real, consumir a criatividade ficou pesado. Continuo criativa, só que pra outras coisas. Como só me foder nessa vida HAHAHAHAHHAHAHAHHAHAHHA

Huuummm. Ou não, vai ver que to preguiçosa mesmo (mais do que o normal). Caraca, mas 3 anos de preguiça?

Voltarei a escrever aqui? Cara, não sei. Hoje deu vontade. A Carol de 12 anos atrás (DOZE, MANO) estava com uma necessidade enorme de botar coisas pra fora em forma de palavras. Hoje eu continuo tendo a necessidade de botar pra fora, mas é diferente. Xingo mesmo (mentira, só às muitas vezes). Aliás, em muitas coisas a Carol de hoje, obviamente, é parecida com a Carol de outra época. Mas, ao mesmo tempo… é diferente. Você aí sabe como é. “Ainda somos os mesmos”, mas com mais pegadas deixadas na estrada. E a gente nunca é a mesma pessoa que começou a jornada quando ela termina. Independentemente de quanto tempo dure a caminhada.

Medium? Tá na moda, né? HAUEHUAHEA mas não sei se largo isso aqui não. Preguiça. Nem sei se vou compartilhar esse post. Talvez sim. Acho que tem uma galera que segue esse blog, então é provável que recebam alguma notificação. E apaguem, pensando que é vírus.

Talvez eu dê uma fuçada no meu “painel de controle” pra ver o que mudou nessa bagaça. Pela tela de edição de texto, não muita coisa. Porra, estamos na era das redes sociais, emojis, memes e o cacete. Cadê as coisa nova? Não tô vendo.

Enfim, talvez eu volte, talvez não. O que é certo nessa vida, né, mores?

Meu Deus. Acabei de lembrar do outro. É, outro blog, também no wordpress (mano, na época era isso que bombava), meu xodozinho. Como eu me divertia escrevendo, pesquisando coisas, fazendo montagens no Paint. Chorava de rir.

“Tinha muito acesso?”, você pergunta. CLARQUENÃO. Na época não imaginava que dava pra viver de internê (já estou começando a escrever tudo cagado, é influência do outro blog – geminiana, né, mores, cada blog é uma pessoa).

Enfim. Talvez eu volte com o outro. Com as palhaçada tudo. Com as risadas. Aaaahh, as risadas. Preciso.

Por enquanto é só um desejo. E tem desejo que acaba não sendo realizado. Isso é meio triste de pensar. Talvez eu precise ceder mais aos meus desejos. UI!!!

Mas ir pro Medium, acho que não vou não.

… como assim passou 3 anos e não tem emoji nessa porra??

k

oizumida.jpg

PEDRO (todo feliz com o dicionário na mão): Deixa eu te mostrar uma palavra!
EU: Qual é?
PEDRO: Bem-dotado! Sabe qual é o significado?
EU (pensando “lá vem merda”): Bem-dotado é…
PEDRO: Não, deixa que eu falo!!! Bem-dotado! Um: Inteligente! (sorriso)
EU: Sei.
PEDRO: Dois: Que tem pênis grande! (sorriso arreganhadíssimo)
EU: A primeira palavra que eu procurei no dicionário foi bunda!
PEDRO: Tem bunda?! Deixa eu procurar!
k

A sombra mais negra que existe.

Dentro dela, parece que nunca mais aparecerá luz,

Porque seu negror vai além,

Além dos olhos incapazes,

Vai dentro da alma.

Não se enxerga um palmo a frente,

Não se sabe se há mais alguém ao seu lado.

Não é hora de olhar para os outros, para os lados.

E então, tudo o que se faz é olhar para dentro.

O que será que eu vou encontrar lá dentro?

k

Eu sou
O pedaço de carne no meio dos dentes.
O fio dental enfiado na bunda.
A vontade de soltar um pum no meio da reunião.
A crise de ansiedade enquanto está dirigindo.
A fome que bate, exigente, quando não se tem nada pra comer.
O sapato novo que come o calcanhar durante uma longa caminhada.
Picada de abelha.
Sangramento pelo nariz.
Dor de ouvido.
Coceira no ânus no meio da rua.
Um herpes enorme no lábio.
Cisco no olho.
O peido que vira diarreia.
Incômodo.

Eu incomodo.

k

João Merda era um cara que, durante toda a vida, foi espezinhado pelas pessoas por causa de seu nome.
– Porra João, muda esse nome, cara!
Até que um dia, cansado de tanto ser zuado, João Merda mudou seu nome.
– Até que enfim, cara! E aí, qual é o seu novo nome?
– Johnny Fezes.

Quantas e quantas vezes pensamos que estamos fazendo tudo novo quando, na verdade, apenas polvilhamos de glitter um cadáver putrefato…

k

Vivo outono, mas é inverno que quero,
O cinza úmido das rajadas geladas na cara;
O azul seco do céu brilhante ensolarado.

Sentir-me vulnerável perante o frio,
Olhos cheios de lágrimas provocadas pelo vento forte,
Alguma dor e a vontade louca de estar em casa quente.

Dias mais curtos, mais tempo de escuridão ao redor,
Fins de tarde em tons de chumbo, ou azul marinho pontilhado de estrelas,
A brisa fria e a saudade de outros tempos escuros.

Frio, galhos sem folhas e coisas semi-mortas,
O inverno é das estações a que mais condiz com as pessoas de hoje:
Distantes, geladas, cortantes, cinzentas.

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