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PEDRO (todo feliz com o dicionário na mão): Deixa eu te mostrar uma palavra!
EU: Qual é?
PEDRO: Bem-dotado! Sabe qual é o significado?
EU (pensando “lá vem merda”): Bem-dotado é…
PEDRO: Não, deixa que eu falo!!! Bem-dotado! Um: Inteligente! (sorriso)
EU: Sei.
PEDRO: Dois: Que tem pênis grande! (sorriso arreganhadíssimo)
EU: A primeira palavra que eu procurei no dicionário foi bunda!
PEDRO: Tem bunda?! Deixa eu procurar!
k

A sombra mais negra que existe.

Dentro dela, parece que nunca mais aparecerá luz,

Porque seu negror vai além,

Além dos olhos incapazes,

Vai dentro da alma.

Não se enxerga um palmo a frente,

Não se sabe se há mais alguém ao seu lado.

Não é hora de olhar para os outros, para os lados.

E então, tudo o que se faz é olhar para dentro.

O que será que eu vou encontrar lá dentro?

k

Eu sou
O pedaço de carne no meio dos dentes.
O fio dental enfiado na bunda.
A vontade de soltar um pum no meio da reunião.
A crise de ansiedade enquanto está dirigindo.
A fome que bate, exigente, quando não se tem nada pra comer.
O sapato novo que come o calcanhar durante uma longa caminhada.
Picada de abelha.
Sangramento pelo nariz.
Dor de ouvido.
Coceira no ânus no meio da rua.
Um herpes enorme no lábio.
Cisco no olho.
O peido que vira diarreia.
Incômodo.

Eu incomodo.

k

João Merda era um cara que, durante toda a vida, foi espezinhado pelas pessoas por causa de seu nome.
– Porra João, muda esse nome, cara!
Até que um dia, cansado de tanto ser zuado, João Merda mudou seu nome.
– Até que enfim, cara! E aí, qual é o seu novo nome?
– Johnny Fezes.

Quantas e quantas vezes pensamos que estamos fazendo tudo novo quando, na verdade, apenas polvilhamos de glitter um cadáver putrefato…

k

Vivo outono, mas é inverno que quero,
O cinza úmido das rajadas geladas na cara;
O azul seco do céu brilhante ensolarado.

Sentir-me vulnerável perante o frio,
Olhos cheios de lágrimas provocadas pelo vento forte,
Alguma dor e a vontade louca de estar em casa quente.

Dias mais curtos, mais tempo de escuridão ao redor,
Fins de tarde em tons de chumbo, ou azul marinho pontilhado de estrelas,
A brisa fria e a saudade de outros tempos escuros.

Frio, galhos sem folhas e coisas semi-mortas,
O inverno é das estações a que mais condiz com as pessoas de hoje:
Distantes, geladas, cortantes, cinzentas.

Cena 1

A pessoa depara-se com uma imagem bizarra: Formigas dentro de seu micro-ondas!

Engraçado que tá limpo, pensa. Deve ter algum respingo de alguma coisa em algum lugar aqui dentro.

 

Cena 2

Vou pegar um pano… ah, que pano que nada! Vou ligar o micro e matá-las todas esturricadas… MUAHAAAHAAAAHAHAHAAAHAAAA!!!

 

Cena 3 – after the explosion

QUÊ??? Não morreram!!!

Estão perfeitamente normais… ou não! Será que agora são mutantes? Será que criei uma nova espécie de formigas com mutações genéticas? *Pensamentos vão de Homem Aranha, passando por Chernobyl e terminando em O Ataque das Formigas Gigantes*. 

 

Cena 4

Pessoa encontrada na cozinha limpando vigorosamente o interior do micro-ondas com uma mistura de água sanitária, removedor, Lysoform e água benta.

 

k

You could have me.
And, by having me, you could have the whole package:
The shelter to protect you from the storm,
And someone for you to hold and comfort,
Making you feel that you are needed
Not just as a material support,
But as this rock, this intelligence
That this someone needs and admires.
You could have me if you wanted to.
But there’s too much to loose… I know.
Not everyone can just simply get the things they want,
Because they seem too big to hold.

After all, I think I just deserve someone better – or, should I say, more prepared for me.
Are you… ever?

=)

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