dezembro 2012


Já houve alguns (muitos) posts de paixonites por aqui. Cada uma gerou uma série de posts de paixonites. Intensos, apaixonados, cheios de tesão e vontades. E ficaram todos em outras terras, distantes, passadas. Descobri, coisa dolorida, que este será mais um.

Quando a gente gosta de alguém, além de toda a expectativa criada em cima do sentimento, tornamo-nos pessoas mais dispostas. Com sensações intensas e verdadeiras. Com sentimentos que nos impulsionam a sermos melhores, mais verdadeiros, a vermos a vida melhor do que geralmente é.

Tudo isso porque nós, durante o tempo da paixonite, passamos a acreditar que encontramos alguém que nos entende. Que nos complementa, tornando-nos mais fortes. Mais animados para enfrentar as dificuldades. E que construiremos, além do microcosmo perfeito, um macrocosmo maravilhoso e cheio de possibilidades.

Ora (sim, eu disse ORA), quando descobrimos que o sentimento é unilateral, uma decepção meio chata toma conta de nós. E não tem como escapar dela: devemos deixar passar por nossas almas, durante o tempo que for preciso; e quando finalmente deixar nossas almas, um novo “eu” terá surgido, sobrevivente de mais uma perda.

Esta é a última vez que eu escrevo por/para você.

O sentimento de decepção vai passar, e, ao final, restará apenas eu: uma sobrevivente de mais uma paixonite. Uma pessoa que continuará buscado alguém que compartilhe dos mesmos desejos que ela (que incluam o desejo mútuo). Não exijo muito, apenas alguém que esteja na mesma sintonia.

Sinto, sinto muito, quase não consigo respirar do quanto sinto por tudo o que “se foi” e poderia ter sido. Mas isso, como todo o resto, há de passar. As pessoas cruzam nossos caminhos para nos fazer aprender.

Me avisaram que seria assim. Que haveria alguém que tomaria conta dos meus pensamentos. Que haveria alguém que me ensinaria coisas. Que surgiria alguém cativante, mas sem muita iniciativa: me avisaram sobre tudo isso, e muito mais.

Só não me avisaram que iria doer. Merda.

k

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Tentando desatar o nó.
E quanto mais pensa que está conseguindo,
outros nós vai fazendo…

…E aí? Será que um dia isso acaba:
1 – Transformando o fio num único emaranhado gigante;
2 – Alisando o fio de ponta a ponta.

Caralho!

k