Van Gogh era um cara que sofria de depressão.

Já devia possuir uma tendência à melancolia, o que eu penso ser normal nos artistas, já que a sensibilidade aguçada potencializa os sentimentos, tanto bons quanto ruins.

Ele ficou mal mesmo depois de se desentender constantemente com Gauguin, com quem morou durante um tempo no sul da França para fundarem um centro artístico.

Gauguin voltou para Paris deixando um amigo que nunca mais se recuperou da tristeza.

Sua obra, que até então tinha influência Impressionista, passou a se modificar de acordo com o estado do seu criador.

Depois da depressão piorar e de ser internado numa clínica psiquiátrica, Van Gogh mudou ainda mais sua obra, criando o estilo que o tornou famoso, as curvas no lugar das pinceladas.

Na minha opinião são essas curvas que refletem a instabilidade emocional dele. Quando a gente olha com mais atenção para as imagens, repara que elas não têm suavidade. Elas perturbam.

Minha professora de História da Arte disse na aula sobre ele que os amarelos dos Girassóis não representavam alegria, eram covardes.

As obras de qualquer artista refletem os seus sentimentos, as suas visões de mundo. Mas no caso do Van Gogh, é impressionante como ele conseguiu passar para as telas todo o incômodo que sentia em viver com aquela dor.

São temas românticos, bucólicos, como paisagens e lugares bonitos, mas que foram traduzidos pelo olhar de quem não se sentia à vontade com a própria vida.

É a Noite Estrelada, linda e perturbada.

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