agosto 2012


Estou aprendendo a ser menos covarde.
Estou aprendendo a não te ligar, ou mandar SMS dizendo que estou aqui pra você, apesar de querer muito fazer. De dizer que estou morrendo de vontade de você. Que tenho tanto pra te oferecer: Afeto, amizade, colo, piadas de gargalhar, papos existenciais e esotéricos.
E aí quem está de fora pode dizer: “Mas correr atrás é covardia? Claro que não, é corajoso.”

E eu respondo que não. Que, na verdade, é covardia. É covardia porque eu estaria me deixando levar por um sentimento de mão única: porque você não seria corajoso o suficiente para me assumir. Porque você tem a sua própria covardia: de não arriscar, de não dar o braço a torcer que realmente se importa comigo. Covardia de sair do seu mundinho confortável e aceitar minha intensidade, nossa intensidade. Aceitar tudo de bom que eu posso te oferecer. Isso é comodismo, é covardia.

Mas eu estou aprendendo a ser corajosa. Aprendendo a abrir mão de um sentimento tão forte e bonito. Estou criando coragem pra te esquecer. Criando coragem pra oferecer a outra pessoa, que mereça, todo o meu afeto, minha amizade, meu colo, minhas piadas e minhas ideias esotéricas.
Estou criando coragem pra deixar você ir, morando no passado, esquecer todos os breves momentos em que eu realmente pensei que você era o cara certo pra mim. Coragem pra acreditar que existe por aí alguém que não será covarde em me aceitar. Que terá culhões suficientes para me assumir, e assumir toda a intensidade dos meus, dos nossos sentimentos.

Mas não deixo de lamentar. E de sofrer, muito, e de “chorar a perda”. Porque, a partir do momento em que eu ganho coragem para te esquecer, significa que eu te perdi, acho que para sempre. E isso, meu caro, isso dói.

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Impressionante a quantidade de gente que embaça. Que fica repetindo os mesmos erros, que adora procrastinar, que fica dando voltas e mais voltas em torno de coisas que já morreram.

Que se apegam a fatos ocorridos há muito tempo, que ficam na inércia, que não conseguem sair da zona de conforto.

E o pior: Que sabem de tudo o que lhes faz mal, que sabem como alterar seus estados de sonambulismo voluntário, mas, por medo, ou comodismo, não o fazem.

Viver embaçado, desfocado, anestesiado, isso é mesmo viver?

k

Comprei uma revista feminina esses dias. Fazia muito tempo que não comprava essas revistas femininas de futilidades, sei lá porque, acho que estou ficando velha.

Daí que me preparei para aquela chuva de matérias sobre sexo, propagandas de cosméticos caros que te deixam mais jovem, dietas, maquiagens, ensaios de moda com roupas carésimas, etc. Tudo estava lá, do mesmo jeitinho que eu me lembrava.

Ou não.

Comecei a ler uma matéria sobre como apimentar o sexo com objetos cotidianos. Bem.

Primeira dica: Fazer um 69 plantando bananeira:

Daí que eu fico pensando que 90% das mulheres que compram essa revista não são modelos esquálidas, que namoram com deuses gregos fortes e másculos. A pessoa que escreveu deve ter pensado nessa possibilidade, já que ao fim da dica está escrito algo como “não se preocupem, da cama vocês não passam”. 

Segunda dica: Transar em cima de um skate:

Tipo… risadas. Muitas risadas. Será que tem gente que realmente faz isso?

Terceira dica: Assoprar o pênis do cara com um canudinho:

Oi?

Quarta dica: Tornar-se uma dominatrix com uma espátula de cozinha:

HASUHAUHSAUHHUA!!! Quer dizer, você saca uma espátula de cozinha, dessas tipo “pão-duro”, e começa a bater no cara! Não acredito!!!

Não sei se sou eu que estou ficando velha. Acho que as pessoas estão ficando sem noção!

k

Enquanto isso, em meu estômago…

– Merlot chileno!
– Presente!
– Provolone!
– Presente!
– Reine!
– Presente!
– Gouda!
– Presente!
– Camembert!
– Presente!
– Gorgonzola!
– Presente!
– Brie!
– Presente!
– Vergonha na cara!

– Vergonha na cara?
– Faltou!

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O maior sonho do homem machista é ser mulher.
Sabe aquela boneca frustrada que sempre critica as colegas do sexo feminino? Que está sempre colocando defeito porque, no fundo, morre de inveja?
O homem machista não pode se dar ao luxo de criticar dessa forma. Então o que ele faz é cobiçar, cobiçar muito, com o que ele acha que é sentimento de posse, ou de domínio.
Mas, na verdade, é o mesmo sentimento da trava invejosa: Querer ser, e não ter.
O macho não quer aquela bunda gostosa pra comer. Porque ele come, come, come, come e nunca está satisfeito: Ele deseja é ter uma bunda daquela. E só quando ele percebe, acidentalmente ou de outro jeito, que a sua bunda é que quer ser gostosa e comida… o cara pira. Literalmente.
Ou vira um louco homofóbico, ou sai do armário de vez, ou vira um dos tantos enrustidos que existem vagando por esse bundão, opa, mundão.

A mulher é o sexo forte. Por isso que gera tanto ódio. Se fosse mesmo o sexo frágil, não ia existir tanta gente, durante tantos séculos, querendo tirar o poder do feminino. Não ia existir tanto homem querendo ser mulher, muito mais do que mulher querendo ser homem.
Não ia existir tanto homem machista.
Sexo frágil é o do homem, que sempre precisa de algum artifício para ter poder: Uma arma, um carro, uma mulher.

PS: Não sou feminista; adoro o sexo frágil.

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