março 2010


Dia bom hoje – na cama, sem querer ver o mundo nem conversar com ninguém.
Pois é, tem vezes (muitas, ultimamente) em que eu simplesmente não quero interagir com o mundo externo.

Noite boa hoje – passado o dia anti-social, resolvi que a noite seria diferente.
E foi!

Engraçado que juntei pessoas de diversas fases da minha vida (adoro fazer isso, juntar pessoas).
O resultado foi interessantíssimo: Boas conversas, boas risadas. Trocas, sempre importantes.
E no meio daquelas pessoas descobri como eu sempre serei a mesma, apesar de ter mudado tanto nos últimos anos. Na verdade, mudar não seria o verbo certo, mas sim evoluir. Evoluí, mas sempre serei eu, com minhas características, personalidade, até (segundo a Helê) o estilo de muleca (espero sinceramente que tenha sido um comentário positivo).
E me bateu uma sensação gostosa, um saudosismo em relação aos tempos passados e, ao mesmo tempo, uma tranquilidade por ter conseguido chegar aqui sem muitos arranhões na lataria (rs) e com muitas questões que me atormentaram resolvidas. Senti também uma segurança em relação aos tempos vindouros, saber que chegará o dia em que essas questões de hoje também estarão resolvidas… e que haverá outras, e que eu também conseguirei superá-las.

E espero que a lataria ainda permaneça em bom estado! HA-HA-HA como você é HILÁRIA…

Cito algumas frases da noite:

– Seja sempre positiva, se você sair da cama achando que nada dará certo e ir para uma entrevista com o cabelo assim (despenteia-se), você nunca conseguirá nada! Você tem que pensar: “Eu sou uma vitoriosa!”

Aí minha irmã chegou e disse: “Está na hora de colocar a mãe num asilo!”
– Mas você perguntou por que ela queria fazer isso?
– Claro que não. Ela é louca.

– Olha, aquele cara é igualzinho ao Paulo Miklos!

– Qual é a quantidade mínima que eu posso beber e passar pelo bafômetro? Uma lata?
– Se você comer um bombom de licor o bafômetro já acusa.
– Ah tá. (cara de bunda mal-lavada).

– Lembra daquela festa que a gente foi…
– Lá vem a Carol desenterrando as lembranças!
– … do Xinguzinho, lembra? (risos) A gente teve que sair escoltada da casa!

– Sabe aquele cara ali? Pediu prá ficar comigo.
– Ave, quantos anos ele tem?
– Sei lá, deve ser mais velho que o meu pai.

– Me passa aí aquela música lá, por Blutúti. Nossa, como que faz pra ligar o Blutúti…

– … porque o bem e o mal estão dentro de nós. Prá quê que eu quero ir numa igreja que me diga que eu sou só do bem, e que o mal está fora de mim, mas que se eu cometer um pecado Deus vai me castigar?? Ah, vai tomar no cú! (nível etílico chegando ao limite do aceitável pela sociedade).

– Me dá um cigarro, vai.
– Eu não.
– Tô pensando nisso direto.
– Tudo bem, você é uma adulta, se quiser um eu te dou.
– Este cigarro não vai me tirar da minha condição de ex-fumante.
– OK.

– Eu não consigo ter uma relação séria com meu namorado, tipo “Agora vamos fazer compras” (cara de merda).

– Vamos abrir um negócio? O que você gostaria de fazer?
– Cara, eu tenho vontade de vender camisetas.
– DE ALGODÃO EGÍPCIO, VAMOS???
– Meu… eu não tenho dinheiro nem pra cagar, mano.

– A outra… conseguiu emprego na Abril… tava trabalhando na BRAVO!. O salário não era lá essas coisas, mas só de ter isso no currículo… tudo à base de Q.I.
– Manda ela fazer um rolinho com a BRAVO! e enfiar no toba.

k
Conversas imaginárias.
Mini-sonho.
Susto.
Olhos no teto.
Devaneios.
Outro mini-sonho.
Outro susto.
Bocejo.
Alarme maldito de carro.
Travesseiro afofado.
Mini-pesadelo.
Suspiro.
Alisando os pés no lençol.
Brisa na cortina.
Dia amanhecendo – “Legal, agora já posso dormir”.
k
Manhã nublada.
Ela caminha descalça na areia da praia.
Areia molhada roça no pé e faz cócega.
Então a água vem e leva a areia embora,
Pra depois trazer areia de novo.
A água gelada arrepia o espírito que sorri,
Feliz por estar sendo limpo.
Água salgada cheia de eletricidade
Tira a zica, tira a zica, tira!!!
“E agora, mãe, o que eu faço?
Manda um sinal através da sua água
Fala no meu ouvido: O que eu tenho que fazer?
O que eu tenho que fazer pra me livrar de tanta dor?”
A resposta chega na hora,
Porque sempre esteve dentro do seu coração:
“Continue sendo você mesma,
Transparente como essa água que molha os seus pés
Não existe falsidade quando existe transparência
Porque quem é transparente não tem nada a esconder.”
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