julho 2013


Esses dias estava assistindo, pela milionésima vez, a um dos meus filmes preferidos, Razão e Sensibilidade.

Num momento da trama, quando Marianne Dashwood e Sir Willoughby têm sua primeira conversa após o acidente que fez com que se esbarrassem pelos morros da vida (rs), descobrem que ambos curtem Shakespeare. O cavalheiro saca do bolso um livrinho do autor que deixa a donzela encantada, e juntos eles recitam uma parte do Soneto 116, que fala sobre o amor:

“Love is not love

Wich alters when it alteration finds,

Or bends with the remover to remove.

O no, it’s an ever -fixed mark

That looks on tempests and is never shaken;

It is the star to every wand’ring bark,

Whose worth’s unknown, although his height be taken.”

Claro que a maioria das pessoas, assim como Jane Austen ao escrever seu livro – e talvez o próprio Shakespeare – tenha imaginado o soneto falando do amor entre namorados.

Porém, acho que também se aplica à amizade.

Pelo menos EU o aplico, hoje, atualmente, nesses tempos #chatiados em que me encontro. Triste porque sinto a perda de uma amizade que, pelo menos da minha parte, era sincera e muito cardíaca (eu sou uma pessoa muito coração, embora não pareça para quem me conhece superficialmente).

“Amizade não é amizade

Se quando encontra obstáculos se altera,

Ou se vacila ao mínimo temor.

Não, é um marco eterno, dominante,

Que encara a tempestade com bravura,

É astro que norteia a vela errante,

Cujo valor se ignora, lá na altura.” – não sei de quem é esta tradução

k

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Esconder-se atrás da máscara,

Usá-la como defesa,

Usá-la com interesses,

Criar novas conforme a situação.

 

Transformar-se naquilo que não se é,

Oferecer aos outros o que não se tem,

Fingir durante todo o tempo,

Até que a máscara tome o lugar do coração.

 

Esquecer-se da sua essência,

Sugar dos outros apenas o que se quer,

E quando chegar o dia de retirar a máscara,

Ver apenas o vazio diante do espelho, e ficar sem chão.

 

Pra que  isso? Eu, hein… que aflição!

k