outubro 2009


Quarta-feira à tarde, dentro do ônibus, indo cumprir minhas obrigações caramujais. Olhando pela janela, vejo esses predinhos antigos, de três andares, com varandinhas.

Apenas no segundo andar, tinha uma planta na varandinha. Enorme. Quando olhei de relance, vi uma pessoa ali. Depois foquei e vi que era uma planta.

Mas que planta que parecia com gente. A cabeça, os ombros.

Era a planta admirando o cinza que um dia foi verde e foi seu.

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Hoje pude relembrar de várias experiências e de pessoas que conheci.

Engraçado como a gente consegue mudar tanto em pouco tempo. Há 1 ano, 2 anos, 3 anos, fiz coisas e tomei atitudes que jamais faria hoje. Não é que eu me arrependa delas, muito pelo contrário: sempre aprendo com tudo que me acontece.

Mas é que tem coisas que só dando risada mesmo.

E dou risada de verdade, porque vejo tudo isso de forma positiva. Só estou aqui hoje, sabendo o que eu sei, por causa de tudo que me aconteceu, de bom e de ruim (principalmente de ruim). Todas as besteiras, cagadas, surtos. Todas as palavras ditas desnecessariamente, aquelas que ficaram guardadas quando deveriam ter sido ditas, tudo. Todas essas bostas jogadas no jardim que é a minha vida, e que faz as plantas bonitas crescerem fortes.

Como é que eu escrevi uma vez?  Tipo assim: Tem hora que a revira-volta, de volta em volta que o mundo anda… rsrs tipo isso.

A lótus é uma flor que nasce no meio do pântano.

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