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Cerveja amiga…

Diga-me: você estará comigo quando tudo se quebrar à minha volta? Você me dará coragem para fazer o que me der vontade?

– Sim, eu te deixarei mais solta… mais leve. Dance, você pode. Dance como se não houvesse amanhã. Os desconhecidos tornam-se amigáveis, e você pensa que estes desconhecidos são legais. Na verdade, o que ocorre é que você se projeta nas pessoas. E você consegue enxergar-se nelas. Vê toda a sua generosidade, sua amizade e sua vontade de querer fazê-las sentirem-se melhores.

Você me dará coragem para dizer tudo o que eu sinto aqui dentro?

– Sim. Sua língua se soltará, e você conseguirá dizer às pessoas o que realmente pensa, e o que sente. Amigos queridos, de outrora e de agora, receberão suas palavras mais sinceras. Você conseguirá dizer a quem você ama que os ama. Que tem saudades, que sente desejos. Toda a sua inibição desaparecerá. Os sentimentos estarão lá, expostos, em carne viva, para quem quiser ver. Nua, é assim que vai ficar.

Isso é ótimo! Espero poder contar sempre com você!

– Não. Apesar de proporcionar esta válvula de escape, não sou a solução. Posso torná-la mais sincera, mas não crio seus pensamentos; posso torná-la mais afetiva, mas não crio seus sentimentos. Tudo o que eu exacerbo já existe em você: nada é criado por mim. Então, o que vem à tona na verdade já existia em você. Você é a criadora, a entidade que dá a vida; eu sou apenas o estopim que faz com que você transborde. Não pense que sou a solução, pois não sou criadora de nada. Tudo vem de você. E, na maioria das vezes, não precisará de mim: sou apenas um meio para que você descubra sua própria força. Não sou um fim. Nunca serei um fim… nunca. Apenas um meio. Se quiser enxergar-me como um fim, o fim será o seu.

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