junho 2009


Esta é uma fase em que eu estou fazendo muitas descobertas em relação a mim mesma, e creio que esta fase está sendo a mais rica da minha vida.
Durante todos os segundos em que a gente vive, temos contato com nós mesmos, mas poucas pessoas resolvem realmente travar conhecimento consigo próprias.
É como passar a vida inteira fechada numa sala, ao lado de outra pessoa, apenas acostumado com a presença dela. Olha-la, mas não chegar perto, não conversar, não tocar.
A gente se acostuma com a gente mesmo porque não tem como separar, mas não se dá ao trabalho de olhar pra dentro e procurar saber quem mora conosco.
A vida inteira a gente só se atura.
A sociedade e as religiões dizem que devemos conhecer as outras pessoas, amá-las, conviver com elas. Aceitá-las, aceitar seus defeitos.  Somos obrigados a tolerar os outros para vivermos em paz uns com os outros. Mss ninguém ensina que antes disso, devemos fazer isso com nós mesmos. Como é possível tolerar o defeito do outro se existem defeitos em mim que eu não tolero e tudo o que eu faço é reprimi-los?
Faço de tudo para não machucar os outros, mas todos os dias eu me machuco com as minhas crenças auto-destrutivas, que vão desde um “não vou conseguir” até coisas bem mais pesadas.
É impressionante quanto tempo a gente gasta com os outros, tentando ser aceito, tentando agradar, tentando se encaixar em padrões da sociedade, quando por dentro estamos destruídos, sem rumo, sem saber quem somos e o que queremos de verdade.
Não é fácil de auto-conhecer. Não é fácil porque a gente vai descobrindo que temos podres, temos defeitos, temos sentimentos ruins.  A sociedade e as religiões pregam que os nossos pensamentos devem ser 100% bons, e isso não existe. Por isso que as pessoas não têm coragem de mergulhar nelas mesmas: descobrem que têm seu lado negro e não sabem como lidar com ele.
Descobrimos que somos imperfeitos e que tentamos mascarar essas imperfeições quando, na verdade, deveríamos aceitá-las e trabalhar para torná-las cada vez mais fracas.
É difícil romper com o externo, com as aparências, e padrões, e regras, e entrar dentro de nós mesmos sem julgamentos, acostumarmo-nos com os nossos defeitos e procurar o equilíbrio interior. É um trabalho, exige concentração, energia e paciência. Mas é disso que todas as pessoas precisam.
Jesus disse para amarmos o próximo como amamos a nós mesmos. Ele se esqueceu de dizer que, antes disso, devemos nos amar primeiro. E ninguém se ama de verdade sem se conhecer de verdade.

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Pra guardar segredos, fazer bagunça, dormir na sua casa, fazer brigadeiro, companhia pras festas, bater perna no shopping, ouvir música, confiar muiito, trocar livros, ir pro cinema, ajudar, atrapalhar, animar, fazer sorrir ou até fazer chorar. Pra abraçar, tirar as melhores fotos, fazer caretas, viajar, beijar, viver, curtir, fofocar, paquerar, falar mal, falar besteiras, fazer brincadeiras idiotas, conversar sobre os hots da facul e do trampo, inventar palavras, brigar só pra depois fazer as pazes, se divertir pra valer, comprar, zuar, xingar, reclamar, elogiar, comer besteira, mandar depoimentos ou cartas, correr, desenhar, fazer festas, mergulhar, pegar sol, griitar, sonhar, babar, dizer o TE AMO mais sincero, esquecer dos problemas ou arrumar outros…

Enfim, pra tudo, tudo meeesmo, até pra tá sempre ouvindo um ‘conta comigo pra tudo, tudo meeesmo!’

Lorena

Cara, eu vou fazer 30 anos.

Eu não me sinto com 30 anos, eu me sinto com 1 ânus.

Eu me sento com 1 ânus.

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