Poesiinhas


Viver um dia de cada vez,
um fato cotidiano,
curtir a realidade,
sonhando de vez em quando.

E, enquanto a hora certa não chega,
paciência, muita paciência…

… pra viver um dia de cada vez,
um fato cotidiano,
curtir a realidade,
sonhando de vez em quando…

k

E quando os problemas cotidianos pesam como bigornas em cima da cabeça,
E quando a preocupação enche a sala da mente e imobiliza o pensamento,
Uma música, só isso… aquela música.
Que faz lembrar que a vida é maior, muito maior, enorme, imensa perante o mundo.
Aquela melodia que preenche todos os espaços, que faz tudo ter sentido,
Um sentido que ultrapassa todo o entendimento.
A música que faz lembrar dos cheiros da infância, do sol entre as folhas das árvores, da cara do avô quase centenário, aquela cara sorrindo, vincada, dando risada dos mesmos problemas cotidianos que ele descobriu não significarem nada perante a imensidão da vida.
Aquela música.

k

Engraçado como esse povo é
Faz da coisa simples um turbilhão
É tempestade de mais pra copo de menos
Negócio fica tão forte que explode na mão

E da coisa mais complicada
O povo não consegue dar conta, não
O que era pra ser simples toma tanto tempo
Que não sobra outro tempo pra encontrar a solução

k (e seus versinhos toscos)

A winter’s day
In a deep and dark December;
I am alone,
Gazing from my window to the streets below
On a freshly fallen silent shroud of snow.
I am a rock,
I am an island.

I’ve built walls,
A fortress deep and mighty,
That none may penetrate.
I have no need of friendship; friendship causes pain.
It’s laughter and it’s loving I disdain.
I am a rock,
I am an island.

Don’t talk of love,
But I’ve heard the words before;
It’s sleeping in my memory.
I won’t disturb the slumber of feelings that have died.
If I never loved I never would have cried.
I am a rock,
I am an island.

I have my books
And my poetry to protect me;
I am shielded in my armor,
Hiding in my room, safe within my womb.
I touch no one and no one touches me.
I am a rock,
I am an island.

And a rock feels no pain;
And an island never cries.

Simon and Garfunkel

Desde quando?
Há quanto tempo ouvi isso!
Faz anos e anos que se foram…
Saudade imemoriada.

Passou tão depressa!
Atualmente eu faço…
Tô dando um tempo.
Aquele cheiro me lembra alguém.

Nossa, faz séculos!
Um dia eu ainda vou…
“Milianos” lado a lado.
Isso vai ficar pro ano.

Dê tempo ao tempo!
Outro dia pensei…
Semana corrida essa!
Vou levar sempre comigo.

Tempo

k

Esses dias estava assistindo, pela milionésima vez, a um dos meus filmes preferidos, Razão e Sensibilidade.

Num momento da trama, quando Marianne Dashwood e Sir Willoughby têm sua primeira conversa após o acidente que fez com que se esbarrassem pelos morros da vida (rs), descobrem que ambos curtem Shakespeare. O cavalheiro saca do bolso um livrinho do autor que deixa a donzela encantada, e juntos eles recitam uma parte do Soneto 116, que fala sobre o amor:

“Love is not love

Wich alters when it alteration finds,

Or bends with the remover to remove.

O no, it’s an ever -fixed mark

That looks on tempests and is never shaken;

It is the star to every wand’ring bark,

Whose worth’s unknown, although his height be taken.”

Claro que a maioria das pessoas, assim como Jane Austen ao escrever seu livro – e talvez o próprio Shakespeare – tenha imaginado o soneto falando do amor entre namorados.

Porém, acho que também se aplica à amizade.

Pelo menos EU o aplico, hoje, atualmente, nesses tempos #chatiados em que me encontro. Triste porque sinto a perda de uma amizade que, pelo menos da minha parte, era sincera e muito cardíaca (eu sou uma pessoa muito coração, embora não pareça para quem me conhece superficialmente).

“Amizade não é amizade

Se quando encontra obstáculos se altera,

Ou se vacila ao mínimo temor.

Não, é um marco eterno, dominante,

Que encara a tempestade com bravura,

É astro que norteia a vela errante,

Cujo valor se ignora, lá na altura.” – não sei de quem é esta tradução

k

Esconder-se atrás da máscara,

Usá-la como defesa,

Usá-la com interesses,

Criar novas conforme a situação.

 

Transformar-se naquilo que não se é,

Oferecer aos outros o que não se tem,

Fingir durante todo o tempo,

Até que a máscara tome o lugar do coração.

 

Esquecer-se da sua essência,

Sugar dos outros apenas o que se quer,

E quando chegar o dia de retirar a máscara,

Ver apenas o vazio diante do espelho, e ficar sem chão.

 

Pra que  isso? Eu, hein… que aflição!

k

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