abril 2012


Decep(a)ção
(Texto melhorado – original de 2010)

Ah… a decepção…

Sempre esperamos dos outros, né? Não tem jeito…

Esperamos o que fazemos. Se somos “bons”, esperamos que nos façam o mesmo. Se somos “maus”, esperamos também a “maldade”.

Mas e quando somos “bons” e recebemos o “mal” em troca?

Aí fico com aquela: “Tudo acontece por uma razão.” ou “Nada é por acaso.”

Mas que dá uma raiva danada, isso dá! HA-HA-HA!!!

Então fico com a outra: “Independente do que lhe façam, não mude a sua natureza.”

Não vou mudar não. Continuarei me apegando, sendo intensa e mergulhando de cabeça.

Não, sério: Espero aprender a lidar com a minha personalidade intensa. A lidar com as consequências da minha intensidade.

E quem está me ensinando? Sim, todos os envolvidos! Todos os objetos da minha intensidade, sejam eles pessoas, coisas, animais, circunstâncias, lugares, etc.

Por isso, raivas e revoltas à parte, agradeço por todas as lições aprendidas até agora. Sim, sou – e devo ser – muito grata a tudo e a todos.

Raiva, revolta, ciúme, são sentimentos resultantes de ego ferido. E querer me livrar do ego… Aí já é um pouco demais, pelo menos agora (meu nome do meio não é Sidarta!). Mas, no fundo, livre do ego, sou imensamente grata.

Não guardo rancor, não sou disso (óbvio que os ânimos precisam estar frios hehe – mas eles sempre esfriam!).

Procuro seguir esta premissa: Todo mundo presta e ninguém presta nessa vida. Ninguém é perfeito e todo mundo escorrega de vez em quando. Todos nós.

Mas existem os que TENTAM fazer diferente. Os que não se deixam levar pelo momento, pelas circunstâncias, pelas substâncias. Existe quem pelo menos TENTA dosar as consequências dos seus atos.

Existem sim os que conseguem sair das porras de pedestais em que colocam a si mesmos e procuram não julgar… porque sim, todos somos imperfeitos! Porque, mais importante do que dosar as consequências, é saber que em algum momento você também errou, como o outro erra agora!

Portanto, FELICIDADE PARA TODOS! APRENDIZADOS ASSIMILADOS PARA TODOS!

E, pelo menos da minha parte, amizade sempre. Não aquela falsa, que fica alisando, apertando, querendo agradar a todo custo, abrindo as pernas, baixando a cabeça para tudo que o outro faz.

Não! A minha amizade é aquela que entende que todos somos uns merdinhas e que quando tem que descer o cacete, desce bonito – mas que também sabe receber umas cacetadas.

E que se esforça para não julgar, muito menos condenar. É a amizade de uma pessoa ciente de que muitas vezes escorrega, que não é e nem pretende ser superior. Que, por se esforçar tanto por entender as razões dos outros, acaba por vezes se esquecendo das suas próprias.

“No one said it would be easy / No one thought it would come this far”. – não lembro

k

 

Machismo: Deplorável.

 

Feminismo: Lamentável.

Repudie os dois e estará fazendo um favor a si mesmo e à sociedade.

O mundo não precisa desses extremos.

k

Mesmo depois de quase 33 anos ainda me surpreendo com a minha idiotice 😉

k

Mantendo a dignidade. Ou não?

Afinal da minha vida cuido eu (bem mal, inclusive).

*

Enfrento uma luta diária com certas vontades.
Vontades essas que não cabem na conjunção atual.
Falando em conjunção…
Melhor não.

*

Impressionante como o que a gente pede vem até nós.
Vem sim! Não adianta discordar porque vem!
Daí você pode argumentar: Pois é, mas não veio exatamente como eu pedi!
Aaah, veio sim. O que acontece é que nem a gente sabe exatamente o que a gente manda pro Universo.

Na verdade, eu até sei. Eu sei, lá no fundo eu sei. Tô em processo de conhecer meus demônios internos. Descobri que mesmo que eu entre em contato com eles, não preciso me deixar dominar pelos mesmos. Tipo ter a maior curiosidade de saber como seria matar uma pessoa, mas jamais ter coragem de fazer.

Esse era o meu medo: Será que vou ficar revoltada quando começar a descobrir o meu lado negro? Pois é, nem fiquei. Pelo contrário: Isso dá força. Mas não me interprete mal, é a força que vem do conhecimento, e não da “maldade”.

*

A pior merda nos dias de hoje é fazer algo que demonstre fraqueza. Pior que não é a fraqueza propriamente dita, literalmente falando, mas sim o que os outros encaram como fraqueza.

Porque hoje em dia você se desarmar, admitir seus erros, abaixar a cabeça por uns momentos, não brigar por tudo, é ser fraco.

Daí que você SABE que esse tipo de coisa não é algo que todos acreditam que é. E então você encena toda uma VIDA a partir de coisas nas quais você não acredita, mas a sociedade sim.

E daí que você começa a imaginar: Porra, deve ter mais gente que pensa como eu! O mundo não é essa merda toda que eu sempre imaginei que fosse!

E daí que você conhece alguém que você ACHA que pensa como você, vai lá e tira suas máscaras, e quando você vê… tá lá o indivíduo te achando um bosta.

*

Eu juro, juro mesmo que se eu soubesse, se tivesse um tiquinho só a mais de certeza, eu… Ah, foda-se. Nada é muito certo nessa vida. Nem certo de certeza, nem certo de correto.

É que sei lá, tem algumas coisas que eu prezo, tipo lealdade. E o sentimento de lealdade é algo do lado bom, por mais que o objeto da sua lealdade seja mau.

Então eu espero essa lealdade das pessoas. Posso parecer superficial, falsa, mas sou exatamente o contrário (isso é tudo auto-defesa). E é foda, porque pode parecer que eu estou apenas curtindo a superfície da água, quando na verdade eu já mergulhei tão fundo no mar que começo a sentir a pressão querendo fazer a minha pessoa explodir.

Acho que seria mais fácil e rápido eu ter escrito “AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!”, ao invés de detalhar esses pensamentos que martelam na cabeça.

É que às vezes eu gosto de fuçar nas coisas.

k