outubro 2008


Tenho uma força leve. .
Tenho uma leve idéia. . do que faço

agora. . 

Sei que há alguns momentos atrás. eu era ninguém, mas agora. sou meu tudo.

Sou. a. dança. executada. com. perfeição. . . . . 

Os olhos piscam conforme a luz.

O corpo está quente e suado.

O chão

se move

embaixo dos

meus pés

e eu

flutuo por

alguns

momentos.

Sou rápido, sou                                                        lento.

Dobro, giro, caio, levanto. Pulo. Não canso. As luzes coloridas e a nuvem de gelo seco.

Os sapatos velhos

e a blusa justa.

Os movimentos .. das pessoas .. e o ar .. condicionado ..

O DJ. . . . 

E a música que pulsa dentro do coração,

e que

emociona, que faz os olhos úmidos.

Começa. lenta. começa. melodia. depois explode em ritmo. . . . 

e eu sou essa explosão. . . .

Vôo. bato e brilho, e pouso. . . .

e coro e não paro. . . .

Meu espírito

se

alegra e meus

pelos se arrepiam.

Diante do som e da luz eu sou tudo. grande. pequeno. essência, sou fluido.

sou . . . Deus.

. . . k

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 Era uma vez, uma fênix.

Como toda fênix, ela era linda.

Era vermelha, dourada e as pontas das penas da cauda eram multicoloridas.

Ela era nobre e gostava de ajudar os outros.

Um dia, ela viu um pavão.

E a fênix se apaixonou pelo pavão.

Ele era lindo, de um azul profundo e sua cauda cheia de cores que ela nunca tinha visto antes.

A fênix se aproximou do pavão, pensando que ele notaria sua beleza e se apaixonaria por ela.

Mas o pavão nem ligou.

Ela então pensou: “Ele vai me conhecer, e ver que sou nobre e gosto de ajudar os outros… e aí então, vai se apaixonar por mim”.

Mas o pavão não ligou também.

A fênix ficou muito triste.

Ficou mais triste ainda quando, depois de algum tempo, viu o pavão junto de uma outra ave.

A outra ave era cinza, pequena e sem graça.

E então, a Fênix entendeu.

O pavão só via a ele mesmo.

Quando ele percebia alguma ave que era tão bonita quanto ele, ou mais bonita, se fechava em sua própria beleza.

Não admitia que existissem penas mais lindas que as dele.

A Fênix percebeu que ofuscava o pavão.

Primeiro ela pensou que nunca encontraria alguém que gostasse do seu brilho.

E tentou apagar-se. Em vão.

Depois chegou à conclusão que o mundo é muito grande.

Existem muitas aves por aí.

k

– Não sei o porquê de ter vindo até aqui. Acho às vezes, que eu sou masoquista. Fico aqui parado tentando disfarçar, mas não conseguindo tirar os olhos de você.

– É difícil estar numa situação como essa. Ao mesmo tempo em que eu quero estar perto de você, minha razão diz pra eu me afastar. Isso também é masoquismo.

– Por que então não fica perto de mim? Por que é tão difícil aceitar o fato de que a única coisa que falta entre nós é ficarmos juntos de vez?

– Eu não sinto mais o que sentia antes por você. Nós somos agora ainda mais diferentes do que já éramos. Admito que alguma coisa em você ainda me atrai, mas não tem nada a ver com amor. Nem com paixão.

– Um dia você vai entender que a gente já está junto. Só gostaria que você percebesse logo, porque o tempo passa, e eu não gostaria de terminar minha vida sem ter tido o que eu tenho de ter com você. É isso.

– Um dia você vai entender que o que houve entre nós foi muito bonito, mas começou com data de término. Precisávamos nos encontrar para aprendermos certas coisas sobre o mundo e a vida. Quero que você seja feliz e que seja agradecido por tudo o que tivemos. Eu sou. É isso.

“You can’t see the forest full of trees / And you can’t smell your own shit on your knees” – Marilyn Manson

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