Tudo irrita.
Alegria irrita, tristeza também.
Barulho demais irrita, e o total silêncio irrita mais ainda.
Falar com as pessoas? Ah, não, prefiro não falar. Ouvi-las, ao menos? Não. Ouvir o que as pessoas têm a dizer é muito irritante.
Um dia de sol dá nos nervos; igualmente quando chove.
Ter montes de coisas para fazer, um saco! E quando não há nada, que coisa mais chata.
Há momentos em que tudo irrita. Simplesmente tudo.
A única coisa que não é nem um pouco irritante é o pensamento que chega mansamente, avisando: “Não se preocupe, é só uma fase. Uma irritantemente chata fase. Isso, como tudo, vai passar.”

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