novembro 2013


E quando os problemas cotidianos pesam como bigornas em cima da cabeça,
E quando a preocupação enche a sala da mente e imobiliza o pensamento,
Uma música, só isso… aquela música.
Que faz lembrar que a vida é maior, muito maior, enorme, imensa perante o mundo.
Aquela melodia que preenche todos os espaços, que faz tudo ter sentido,
Um sentido que ultrapassa todo o entendimento.
A música que faz lembrar dos cheiros da infância, do sol entre as folhas das árvores, da cara do avô quase centenário, aquela cara sorrindo, vincada, dando risada dos mesmos problemas cotidianos que ele descobriu não significarem nada perante a imensidão da vida.
Aquela música.

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Cerveja amiga…

Diga-me: você estará comigo quando tudo se quebrar à minha volta? Você me dará coragem para fazer o que me der vontade?

– Sim, eu te deixarei mais solta… mais leve. Dance, você pode. Dance como se não houvesse amanhã. Os desconhecidos tornam-se amigáveis, e você pensa que estes desconhecidos são legais. Na verdade, o que ocorre é que você se projeta nas pessoas. E você consegue enxergar-se nelas. Vê toda a sua generosidade, sua amizade e sua vontade de querer fazê-las sentirem-se melhores.

Você me dará coragem para dizer tudo o que eu sinto aqui dentro?

– Sim. Sua língua se soltará, e você conseguirá dizer às pessoas o que realmente pensa, e o que sente. Amigos queridos, de outrora e de agora, receberão suas palavras mais sinceras. Você conseguirá dizer a quem você ama que os ama. Que tem saudades, que sente desejos. Toda a sua inibição desaparecerá. Os sentimentos estarão lá, expostos, em carne viva, para quem quiser ver. Nua, é assim que vai ficar.

Isso é ótimo! Espero poder contar sempre com você!

– Não. Apesar de proporcionar esta válvula de escape, não sou a solução. Posso torná-la mais sincera, mas não crio seus pensamentos; posso torná-la mais afetiva, mas não crio seus sentimentos. Tudo o que eu exacerbo já existe em você: nada é criado por mim. Então, o que vem à tona na verdade já existia em você. Você é a criadora, a entidade que dá a vida; eu sou apenas o estopim que faz com que você transborde. Não pense que sou a solução, pois não sou criadora de nada. Tudo vem de você. E, na maioria das vezes, não precisará de mim: sou apenas um meio para que você descubra sua própria força. Não sou um fim. Nunca serei um fim… nunca. Apenas um meio. Se quiser enxergar-me como um fim, o fim será o seu.

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