Decep(a)ção
(Texto melhorado – original de 2010)

Ah… a decepção…

Sempre esperamos dos outros, né? Não tem jeito…

Esperamos o que fazemos. Se somos “bons”, esperamos que nos façam o mesmo. Se somos “maus”, esperamos também a “maldade”.

Mas e quando somos “bons” e recebemos o “mal” em troca?

Aí fico com aquela: “Tudo acontece por uma razão.” ou “Nada é por acaso.”

Mas que dá uma raiva danada, isso dá! HA-HA-HA!!!

Então fico com a outra: “Independente do que lhe façam, não mude a sua natureza.”

Não vou mudar não. Continuarei me apegando, sendo intensa e mergulhando de cabeça.

Não, sério: Espero aprender a lidar com a minha personalidade intensa. A lidar com as consequências da minha intensidade.

E quem está me ensinando? Sim, todos os envolvidos! Todos os objetos da minha intensidade, sejam eles pessoas, coisas, animais, circunstâncias, lugares, etc.

Por isso, raivas e revoltas à parte, agradeço por todas as lições aprendidas até agora. Sim, sou – e devo ser – muito grata a tudo e a todos.

Raiva, revolta, ciúme, são sentimentos resultantes de ego ferido. E querer me livrar do ego… Aí já é um pouco demais, pelo menos agora (meu nome do meio não é Sidarta!). Mas, no fundo, livre do ego, sou imensamente grata.

Não guardo rancor, não sou disso (óbvio que os ânimos precisam estar frios hehe – mas eles sempre esfriam!).

Procuro seguir esta premissa: Todo mundo presta e ninguém presta nessa vida. Ninguém é perfeito e todo mundo escorrega de vez em quando. Todos nós.

Mas existem os que TENTAM fazer diferente. Os que não se deixam levar pelo momento, pelas circunstâncias, pelas substâncias. Existe quem pelo menos TENTA dosar as consequências dos seus atos.

Existem sim os que conseguem sair das porras de pedestais em que colocam a si mesmos e procuram não julgar… porque sim, todos somos imperfeitos! Porque, mais importante do que dosar as consequências, é saber que em algum momento você também errou, como o outro erra agora!

Portanto, FELICIDADE PARA TODOS! APRENDIZADOS ASSIMILADOS PARA TODOS!

E, pelo menos da minha parte, amizade sempre. Não aquela falsa, que fica alisando, apertando, querendo agradar a todo custo, abrindo as pernas, baixando a cabeça para tudo que o outro faz.

Não! A minha amizade é aquela que entende que todos somos uns merdinhas e que quando tem que descer o cacete, desce bonito – mas que também sabe receber umas cacetadas.

E que se esforça para não julgar, muito menos condenar. É a amizade de uma pessoa ciente de que muitas vezes escorrega, que não é e nem pretende ser superior. Que, por se esforçar tanto por entender as razões dos outros, acaba por vezes se esquecendo das suas próprias.

“No one said it would be easy / No one thought it would come this far”. – não lembro

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