Fase de dar uma geral no quarto, muita coisa jogada fora, muita coisa sendo organizada e muita coisa redescoberta. Entre o que eu mais adoro redescobrir estão os textos. Desde coisas elaboradas, trabalhos de escola/faculdade, até viagens na empada como a que encontrei hoje.

Comecei a escrever esta brisa em 17/05/2005. Estava fazendo faculdade, ano de TCC, e durante uns momentos de folga sentada em uma das mesinhas perto do Rei do Matte (onde a gente sempre pedia o matte + leite em pó + açaí + banana), eu dediquei alguns minutos a esta BELA história.  Vou transcrevê-la.

17/05/05 – “Dor com dor se paga”

Nossa trama começa numa igreja, ao som de “Here comes the bride”. É o casamento de Edinei e Mascarenhas Neto. Depois de muito sofrer nas mãos de sua diabólica madrasta, Edinei enfim casava-se com o homem de sua vida. A madrasta morrera tragicamente semanas antes da cerimônia, em circunstâncias obscuras/ainda não esclarecidas, dando total liberdade para Edinei entregar-se finalmente à sua paixão desenfreada.

Os convidados de Mascarenhas Neto compareceram à cerimônia, porém sentiam-se pouco à vontade. Sua mãe não conseguia conter a expressão de surpresa e dúvida em seu rosto pós lifting. Felizmente, devido a plástica, ela conseguia esconder seus sentimentos controversos afirmando à família e amigos que aquelas expressões eram movimentos involuntários de seu rosto, uma reação normal que o lifting causava. Seu marido, o poderosíssimo Mascarenhas Filho, estava mais tranquilo, pois mandara seu advogado investigar toda a vida de Edinei e de toda a sua família, e se porventura houvesse algo errado ele resolveria a situação. Mascarenhas Filho não permitiria que a fortuna acumulada por seu pai e administrada por ele fosse destruída por um casamento estúpido de seu primogênito.

O irmão de Edinei estava vivendo o dia mais glorioso de sua vidinha medíocre – até aquele momento. Eleno vivia com a irmã e o pai no subúrbio e cuidava da floricultura da família. Pederasta, passava meses juntando dinheiro para frequentar as mais caras boates gay da região, à espera de encontrar seu grande amor ou um homem muito rico. Ou os dois. Seu grande objetivo era subir na vida, e o casamento da irmã era um acontecimento que ele não iria deixar passar em branco.  Com certeza ele iria morar na Mascarenhas Mansion® e desfrutaria de todo o luxo e conforto, tornando-se o maior plêiba de todos os tempos. Teria dúzias de escravos sexuais.

O pai de Edinei, Edicleiton, era um homem honesto e trabalhador. Depois de se tornar viúvo, percebeu que sua vizinha Porciúncula estava lhe dando mole e casou-se com ela. Edinei e Eleno ainda eram adolescentes babacas e a mulher pôde controlá-los como queria. O menino nem ligava para isso, contanto que Porciúncula não se metesse demais em sua vida, o que a madrasta não fazia, pois estava de olho em Edinei, por quem nutria um ódio mortal. A menina tinha tido um rápido affair com James Bensons, um gringo hippie que morava nos arredores e que era o grande amor de Porciúncula. Quando Edicleiton descobriu que sua filha de 16 anos estava namorando um homem de 35 expulsou James Bensons do bairro, e o gringo nunca mais voltou.

Mascarenhas Neto e Edinei olhavam-se com lágrimas nos olhos de tanta emoção. Ao se virarem para os convidados, o olhar de Mascarenhas Neto encontrou os olhos verdes de Mamilla, a socialite mais desejada do país e sua ex-noiva. Assustado pela expressão sorumbática do olhar de Mamilla, o jovem desviou rapidamente seus olhos para Edinei, seu docinho de côco, que finalmente tornou-se sua mulher após tantos desencontros febris.

 

“Delicioso.” – James Smith, Time Magazine

“Uma leitura extasiante, a autora nos brinda com uma história dramática, porém encantadora.” – Carl Johnson, Cosmopolitan Magazine

” Edinei é luz do início ao fim do romance.” – Mary J. Scott, Vanity Fair

 

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!

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