Tem coisas que acontecem na vida e que deixam marcas. Algumas  vezes, não muito agradáveis. Dependendo da intensidade dos fatos, o processo para fazer essas marcas desaparecerem, ou, pelo menos, deixarem de incomodar é lento e chato.

Atualmente me encontro assim. Há um tempo atrás, vi-me dentro de uma situação interessante: Tudo parecia incrível, eu estava cercada de pessoas legais, fazendo algo que me deixava feliz, me divertindo e me sentindo como sendo parte de algo que esperava que seria grande e belo.

E de repente, do nada, percebi que tudo aquilo era ilusão.

Pior, além de perceber que era falso, me vi no meio de uma rede de intrigas e fofocas sórdidas, cujo objetivo era apenas maldade, e sem ter movido uma única palha sequer para estar no meio de tudo aquilo. Deixei as pessoas que pensei que eram legais e as tarefas que tanto me satisfaziam e me faziam sentir útil com tristeza e indignação. E até hoje, tendo conquistado tantas coisas depois do episódio ruim, sinto muita mágoa do que aconteceu.

Não costumo guardar rancores, isso é natural em mim. Nunca precisei me esforçar para esquecer coisas ruins que me fazem, e adoro ser assim. Mas infelizmente admito que está sendo difícil, muito difícil esquecer tudo aquilo. A ferida não cicatriza, não fecha.

E então me peguei pensando nisso: Se ainda não fechou, é por alguma razão. Mas que razão será essa? Por que cargas d’água isso ainda dói tanto? Eu só quero esquecer isso tudo. Só quero esquecer que fui magoada de uma forma tão intensa e injusta.

Well…

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