A dúvida martela, esmurra, soca a mente.

E aí? O que fazer?

Externar, escancarar, mergulhar na água que não revela sua profundidade – será rasa e eu baterei com a cabeça, ou será funda e eu deslumbrarei a vida marinha?

E agora? Como é que fica?

Verdades que magoam os outros, ou omissões sutilmente reveladas quando não se consegue controlar as vontades?

Mas é vontade mesmo, ou será impulso?

Ou será necessidade?

Ou será uma combinação disso tudo?

Cala – Os olhos também falam, mesmo não falando nada.

Fala – A boca também cala, mesmo se movendo.

Grita – No mesmo compasso do sangue pulsando.

Lamenta – Não tem jeito: se falar ou calar, coisas serão perdidas.

Sente – não se controlam os sentimentos. Eles vêm à tona ou ficam nas profundezas de acordo com o que acontece aqui fora.

E no meio de tudo isso, de toda essa dúvida, a saída mais escolhida é o sarcasmo…

Lembrando que esta palavra, sarcasmo, significa ‘arrancar carne’.

E não há como arrancar carne de alguém sem que ele sangre.

(Textinhos de paixonite são los mejores)

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