Humildemente…

A primavera havia então chegado. Os dias arrastavam-se, moles e indefinidos. O calor cada vez mais forte. Durante o dia era quente e abafado. Uma brisa fria que aparecia ao crepúsculo tornava mais frescas as noites.
Porém, a frescura da noite não a sentia Luísa, visto que sua casa, de janelas voltadas para oeste, recebia todo o vigor do sol durante o dia, permanecendo quente também durante a noite.
As chuvas não aliviavam; as manhãs que se seguiam às tempestades noturnas até eram frescas, mas isto antes de o sol começar a fustigar as ruas, quando se aproximava o meio-dia.

Luísa, sentada à escrivaninha, devaneava. As palavras fugiam-se-lhe; tinha o pensamento em outros tempos, outros lugares.
O relógio dava três da manhã. Sentia um desconforto. Os cabelos, enrolados no alto da cabeça num coque, estavam suados; sentia o fresco suor na nuca. 
Tomar um banho à essa hora? Era o jeito – pensava – vamos lá ver se um banho espanta-me este calor!

Acabei de ler pela 1557754357878 vez O Primo Basílio… hehehehehe

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