Quero ajudar alguém. Mas não sei se estou sendo egoísta, se estou, na verdade, querendo que a pessoa mude de acordo com a maneira que eu penso que essa pessoa deve ser.

Não sei se estou sendo egoísta, pensando que estou sendo altruísta.

Não sei se o bem que desejo a essa pessoa é o bem que desejo a mim mesma.

Nunca passei pela situação que a pessoa passa no momento. Mas eu sinto que devo ajudá-la. O problema é que hoje, após uma conversa que virou discussão, fico sem saber o que fazer.

Queria poder dizer a ela que não quero podar sua individualidade. Não quero que ela se molde de acordo com padrões impostos da sociedade. Não quero que ela se torne um robô.

Sei que ela é diferente, e não quero que seja de outra forma, porque senão, deixará de ser ela mesma.

Mas gostaria que ela melhorasse em certos aspectos. Que assumisse suas responsabilidades, mas sem deixar de colocar-se acima de tudo isso.

Gostaria de dizer a ela que eu compreendo os seus receios, porque eu também os tenho.

Gostaria que ela se esforçasse mais pelas coisas que almeja, que quer fazer e construir. E que percebesse que dá para conciliar tudo, as responsas e os objetivos. Mesmo porque, eu sei que ela, no fundo, não deseja abrir mão do que está abrindo agora. Apenas não está sabendo lidar com a situação toda e acha que, se livrando dela, fará com que os problemas desapareçam.

Não vão desaparecer. Porque não estão nos outros, mas sim, nela mesma.

Aprenda a ceder. Mas saiba ceder o que precisa ser cedido.

Aprenda a sacrificar, mas saiba sacrificar o que deve ser sacrificado.

Todos nós cedemos, por que você não pode?

Se você se esforçasse para correr atrás dos seus objetivos, iria tirar tudo isso de letra.

Não queremos que você seja algo que não é. Queremos que você evolua.

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