Eu gosto de conversar com as pessoas.

Falar bostas e coisas superficiais? Comigo mesma.

Papos-cabeça, filosofias? Opa.

Dar o ombro pro outro chorar? O meu é expert.

Fofocar sobre a vida alheia? Claro, quem não faz isso?

Política e religião? Até isso eu discuto (apesar de me odiar cada vez que faço).

Discutir a relação? Isso é saudável sim, com moderação, óbvio.

Falar do que se pensa, do que se sente, com sinceridade? Não tenho medo de falar o que eu sinto.

Eu falo. Eu gosto de esclarecer as coisas. Vejam, eu não sou perfeita e não me acho a dona da verdade. Por essas coisas, por não me achar perfeita e por não ter medo, é que eu falo. Que eu procuro resolver.

As crianças, quando têm medo de uma situação, ou quando desconhecem o que está acontecendo, ou quando se sentem acuadas, não falam. Não procuram resolver problemas, porque, afinal, são crianças. Simplesmente ignoram o que acontece a volta delas, é a solução mais rápida para se livrar do que incomoda.

Eu não sou criança.

Consideração e respeito são coisas que eu prezo. Também prezo a compaixão, ou seja, tentar entender o que o outro sente.

Eu falo.

Eu não tenho medo.

Eu dou satisfação. Se me perguntar, eu respondo.

Faço isso por quem merece, e faço isso por mim.

E ouço, também.

Não tenho medo de ouvir críticas à minha pessoa.

Também não sou perfeita, eu erro. Mas não tenho medo de dar a cara a tapa.

Não é todo mundo que aguenta o tranco de ouvir o que não quer. Criticar, falar mal, dar lição de moral, dar gelo, ignorar, punir o outro, todo mundo faz. Todo mundo que se acha perfeito e acima do bem e do mal – pessoas que me dão pena.

k

Anúncios