A vida é feita de intenções, e não de ações. As ações dependem muito das circunstâncias externas e/ou das próprias pessoas que agem.

Mas as pessoas apenas vêem as ações e julgam através delas.

A intenção é pura, é a manifestação do sentimento, é o que acontece antes da vontade.
A vontade se transforma na ação.
Entre a intenção, a vontade e a ação existem milhares de coisas, que as influenciam direta e indiretamente, tornando muitas vezes a ação totalmente contrária à intenção. Por esse motivo que existe aquela frase “De boas intenções o inferno está cheio”. Porém, o contrário também se aplica: Muitas vezes a intenção é ruim, mas se manifesta numa boa ação. Quem já não viveu isso antes?

Como saber se uma boa ação esconde uma péssima intenção, ou se uma ação ruim esconde uma boa intenção? Geralmente a gente sabe usando a intuição, mas, na maioria das vezes, descobrimos tempos depois.

Por isso que é fundamental não julgar; o problema é que não somos perfeitos. Erramos. Repelimos uma dura crítica de quem quer o nosso bem, e aceitamos um elogio vindo de quem quer nos ver pelas costas.

Imagina, eu não quero te comer.

Tem gente que gosta de causar essa impressão dúbia como forma de manipular as pessoas, pensando que, desta forma, tenha poder sobre as situações. No caso de quem (eu) é mais transparente, às vezes é difícil se fazer claro: dar a entender que ações nem sempre refletem o que se sente.

A vida não é complicada, é complexa. As complicações nós criamos; a complexidade nos cria.

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