O que me aflige?

Um lar.
O centro do Universo, o centro do raio rosa que emana dos corações de quem ama incondicionalmente. A fonte da energia. A fonte sofre oscilações. O grande homem que está ficando velho, a grande mulher que também fica velha. A culpa por não conseguir proteger. O jovem que insiste em ser criança, e a criança que precisa de direção. A culpa por não poder protegê-los. O coração rompido que sangra e dói, a hemorragia que transborda e mortifica.
E as lágrimas incapazes salgam a vida.

Um emprego.
A ilusão da proximidade que lentamente destrói a ambição. O engodo em forma de afeto, e a mulher diabo, que cresce forte e feia em forma de inúmeros tentáculos que cercam e sufocam, as unhas vermelhas cor de sangue sujo, os olhos arregalados e cegos. Brilham, embaçados, querem sangue. A ingenuidade morreu.

Um mundo.
Ela tem medo de correr livre pelo mundo e pela vida. Ela é imensa na sua mente e no seu coração, mas não consegue sair da muralha que criou para si mesma, e toda noite ela sonha que cnseguiu destruir as paredes grossas que causam falsa impressão de segurança. O mundo está lá, à sua espera. Os muros precisam ser destruídos, os muros do orgulho.

Uma ferida aberta.
Até quando o passado teimará em aparecer?

Rompe com o que faz atrofiar.
Destrói o que sufoca.
Mata o que enfraquece.

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