Como viver a vida com simplicidade sem mandar todo mundo tomar no cú?

Esse é o desafiooooo TATARARÁÁÁÁÁÁÁÁÁ-TÁ-TÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ

Estava pensando no que já ouvi muitas pessoas falarem, que “a vida é simples, nós que a complicamos”.

Cheguei à conclusão que isso é verdade. Quantas coisas que nos acontecem durante as nossas jornadas que poderiam ser facilmente resolvidas, mas nós, por uma série de motivos, preferimos “resolver” de formas complicadas, esdrúxulas, mirabolantes, difíceis.
Na hora as nossas intenções podem até ser boas… mas depois a gente paga caro pelas decisões tomadas.
Mas o que provoca tudo isso? O que será que faz a gente sempre pender pro lado do complicado?

Pela minha experiência, devo dizer que dois motivos sempre dominaram minhas escolhas ruins:

– O medo e

– a preocupação com os outros.

Quantas vezes optei pelos caminhos complicados por medo?

Deixa eu pensar… infinito ao cubo.

Pior é que eu sabia como resolver do modo simples… mas e o medo, e o receio de não dar certo? Do desconhecido? É tão bom ficar acomodada… conhecer tudo, saber onde eu estou pisando… tudo sem sal nem açúcar.
E a preocupação com os sentimentos dos outros?

1. Ensaiando o término do namoro:

Meu Deus, eu não posso fazer isso com ele!!!  Ele pode ter defeitos, mas tem qualidades, tem sentimentos!!! Às vezes (auto-enganação, na verdade seria muitas vezes) ele me maltrata, mas é porque teve uma infãncia difícil, e blábláblá…

2. Ensaiando para dizer à uma pessoa amiga que o presente que deu é simplesmente ABOMINÁVEL:

A intenção da pessoa foi a melhor, eu não posso fazer isso com ela! Ela vai ficar muito magoada! Mesmo se eu trocar escondido um dia ela descobre! Ai, a carinha dela quando veio na minha direção com o pacote…

3.  Ensaiando para mandar o subordinado embora:

Como é que eu vou fazer isso? Ele tem família, tem contas prá pagar!!!

4. Ensaiando para mandar o subordinado que virou amigo embora:

Como é que eu vou fazer isso? Ele tem família, tem contas prá pagar!!! A mãe dele está com problema de saúde! Ele nunca mais vai olhar na minha cara! Vou perder um amigo tão querido!!!

5. Ensaiando dizer para aquele colega que não quer ser fiador dele  (PORQUE SERÁ???):

Ele está precisando tanto da casaaaaa ai minha nossa senhora, quando eu tive problemas ele estava lá… Tudo bem que ele tem alguns probleminha financeiro aí, mas é tão boa pessoa!!!

Aí  prá não sentir medo, prá não magoar, etc., a gente escolhe complicar.

Tenta de mil maneiras evitar o inevitável. Contornar a situação. Adiar o desfecho. Mentir pra nós mesmos. Encher linguiça (uhuuuuu sem a porra do trema!).
Mas depois de umas surras que a vida dá na gente, “descobrimos” o óbvio (descobrimos merda nenhuma, sempre soubemos):

Teria sido bem mais fácil ter mandado tudo à merda e fazer o que deveria ser feito desde o início.

Eu sei que é difícil mandarmos tudo às favas de verdade. Hoje é o meu maior desafio, e ainda maior que mandar outras pessoas às favas: Mandar alguns padrões, pensamentos, sentimentos que eu sempre tive às favas.

A resistência é muito grande porque, às vezes, é como se eu estivesse mandando a mim mesma me fuder, como se eu quisesse acabar comigo mesma. Às vezes dá muito, mas muito medo. Às vezes me sinto completamente sem chão.

Como se desvincular de algo em que você acreditou sua vida inteira, mesmo que seja acreditar em algo que lhe faz mal, sendo que essa crença está cristalizada, faz parte de você, da sua personalidade, de tudo o que você conhece e de onde vêm as suas atitudes, seu modo de encarar a vida?

Muito complicado rsrsrsrsrs.

Mas não, NUNCA impossível.

Preciso mandar muita coisa embora. Queria muito que fossem coisas materiais, mas não são. Tenho uns brinquedos guardados no armário, sabe aqueles que a gente nunca lembra, mas quando pega o saco empoeirado e vê que eles estão ali dentro, e se lembra que um dia já foi muito feliz ao lado de cada um deles, não tem coragem de jogar fora?

Eu acho que se alguém chegasse em mim e me propusesse uma troca, eu dar meus brinquedos em troca de me livrar de algumas coisas que machucam tanto aqui dentro da mente… com certeza eu mandaria meus bichinhos fofinhos às favas.

Quero e vou me livrar dos demoninhos (“demônios” é muito forte, e como eles moram aqui há tanto tempo, a gente meio que tem intimidade, sacomé???). E ser livre, e viver simplificando tudo, ao máximo.

Pode chamar de egoísmo, pra mim é auto-preservação. Prefiro mandar alguém, qualquer que seja esse alguém, ir práquele lugar do que ficar EU MESMA naquele lugar, sobrevivendo, apática, cinza. Semi-morta.

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