Era uma vez, uma fênix.

Como toda fênix, ela era linda.

Era vermelha, dourada e as pontas das penas da cauda eram multicoloridas.

Ela era nobre e gostava de ajudar os outros.

Um dia, ela viu um pavão.

E a fênix se apaixonou pelo pavão.

Ele era lindo, de um azul profundo e sua cauda cheia de cores que ela nunca tinha visto antes.

A fênix se aproximou do pavão, pensando que ele notaria sua beleza e se apaixonaria por ela.

Mas o pavão nem ligou.

Ela então pensou: “Ele vai me conhecer, e ver que sou nobre e gosto de ajudar os outros… e aí então, vai se apaixonar por mim”.

Mas o pavão não ligou também.

A fênix ficou muito triste.

Ficou mais triste ainda quando, depois de algum tempo, viu o pavão junto de uma outra ave.

A outra ave era cinza, pequena e sem graça.

E então, a Fênix entendeu.

O pavão só via a ele mesmo.

Quando ele percebia alguma ave que era tão bonita quanto ele, ou mais bonita, se fechava em sua própria beleza.

Não admitia que existissem penas mais lindas que as dele.

A Fênix percebeu que ofuscava o pavão.

Primeiro ela pensou que nunca encontraria alguém que gostasse do seu brilho.

E tentou apagar-se. Em vão.

Depois chegou à conclusão que o mundo é muito grande.

Existem muitas aves por aí.

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