EDINEI – Oi amor, tudo bem?

CUNHADA – Tudo.

EDINEI (dando espaço no sofá) –  Senta aí.

CUNHADA – (suspiro) Ai, Di… (sentou-se no sofá, pegou uma almofada e pôs no colo)

EDINEI – Fala… que foi?

CUNHADA – É o seu irmão…

EDINEI – Que é que tem?

CUNHADA – Ah, sei lá, tem umas coisas que ele faz que me deixam louca!

EDINEI – Ah, normal.

CUNHADA – Ah não Di, ele passa dos limites!

EDINEI (olhando para os próprios pés) – Nossa, preciso cortar essas unhas! Mas e aí, você falou com ele?

CUNHADA – Ah, falei né. Ele disse que eu tô exagerando e que eu quero mudar a personalidade dele.

EDINEI – É, você tem que pensar que tem coisas em você que ele também não deve curtir, mas ele suporta porque gosta de você… sei lá.

CUNHADA –  É essa mania que ele tem de cutucar o nariz, pô, toda hora, em todo o lugar meu! Ah, fala sério!!!

EDINEI – Não, realmente isso é falta de educação mesmo… (olha novamente para os pés) nossa, mas elas tão muito grandes, olha a do dedão!

CUNHADA – Nossa Di, precisa cortar mesmo. Mas então…

EDINEI – Ah não, eu concordo com você! Ridículo, ele não tem mais 5 anos, acho que você tem que dar uma dura meu! Puta coisa nojenta, éca!

CUNHADA – Vou falar com ele pela milionésima vez. Personalidade… cutucar o nariz, personalidade…

EDINEI – Se você quiser que eu te ajude… nossa, que pele gostosa! (dobrou a perna e levou o dedão à boca para comer uma pele no canto da unha)

CUNHADA (em choque)

EDINEI (cuspindo a pele) – Nossa que pele! (esticou a perna) E no outro pé… também tem! (levou o outro pé à boca)

CUNHADA (apressada, jogou a almofada) – Di, vounessadepoisagentesefala. (saiu correndo)

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