As férias acabaram, amanhã volto para o trabalho, muito gostoso isso…

Foram 30 dias interessantes. Nas primeiras semanas já gastei praticamente tudo o que recebi. Houve o aniversário do pequerrucho e as preparações para a “festinha” dele, tudo isso com ele doente, muito stress, ele não sarava, foi parar no hospital algumas vezes, etc. Mas no final deu tudo certo. As lembrancinhas para os adultos eram vasos com plantas, que durante alguns dias viveram comigo no meu quarto. Adorei.

Passados o prazer de organizar e curtir a festa e a chatice da doença do pequeno que demorou a passar, vieram outras preocupações, desta vez com meus avós… isso foi cruel. Minha avó passou mal, teve que ficar em observação no hospital, e meu avôzinho estava indo embora depois de 96 anos vividos com muita intensidade. Virei dona-de-casa porque minha mãe foi ajudá-los lá no interior.

Éca, mil vezes éca. Odeio tarefas domésticas. Já morei sozinha, mas era diferente, limpava a casa quando bem entendia. Ter um pai enchendo o saco é dose.

Minha avó se recuperou, mas infelizmente meu avô partiu. Muito sofrimento nos últimos dias, com o corpo padecendo porém a mente ainda lúcida. A sua passagem foi algo de sobrenatural, depois de uma oração feita por uma colega de uma tia, que fez com que todos na casa ficassem na mais absoluta paz e dormissem um sono muito pesado, para que o meu avô pudesse ir tranquilamente durante a noite.

Fiquei muito triste quando vi o corpo, deu prá perceber o quanto sofreu no final. Apesar disso, as lembranças mais marcantes são, graças a Deus, as melhores possíveis, já que o meu avô é uma pessoa iluminada.

No cemitério pequenino, a comitiva de amigos e parentes seguindo o caixão no dia ensolarado. Aplausos e palavras na hora do enterro, e a cena das minhas tias abraçadas chorando muito, que não vou esquecer nunca. Também não vou esquecer as imagens do meu primo de 3 anos andando por entre os jazigos, e depois correndo muito feliz pela rua principal do cemitério, brincando de esconder. A vida continua.

O Natal foi como se espera que seja após a perda de um ente querido.

E essa última semana que passou com muito sol, muitos mergulhos e alguma expectativa sobre o que acontecerá nos próximos 12 meses.

É isso aí. Descansei, dei muita risada, joguei muito Play 1 rsrsrsrsrs, senti muito e chorei, briguei, tomei muito sol, vivi. E o mais importante, NÃO TRAMPEI!!!!!!!!

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