“ A afinidade é dos poucos sentimentos que resistem ao tempo, e aos depois

A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos.

O mais independente.

Não importa o tempo, as ausências, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades.

Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido.

A afinidade não precisa do amor.

Pode existir com ou sem ele.

Independente dele.

A quilômetros de distância.

Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.

É singular, discreta e independente, porque não precisa do tempo para existir… afinidade é a adivinhação de essências não conhecidas nem pelas pessoas que as têm.

Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou, sem lamentar o tempo da separação.

Porque tempo e separação nunca existiram.

Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar.

É a expressão do outro sob a forma ampliada e refletida do eu individual aprimorado.”

(Arthur da Távola)

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