É difícil… tá tão difícil… é, não é fácil (é estraaaanho rs).

Inquieta, mas cansada. Parada. As coisas passam lá fora muito rápido, mas dentro dessa vida seguem lentas. A rotina faz tudo passar muito depressa, porém sem nenhuma mudança, o que me faz sentir que as coisas não andam, não mudam. Ansiosa.

E, ao mesmo tempo, existe tanta esperança, tanta alegria guardada, tanta expectativa. Quando será que o momento vai chegar, se é que vai chegar? Quando vou poder usar minha alegria? A dor incomoda e é constante, mas talvez um dia ela acabe.

Procuro formas de me distrair. Procuro lugares, pessoas, situações. Mas enquanto não acontece nada, fico aqui. Na expectativa. No aguardo. Esperando a hora certa de romper o casulo.

Penso às vezes que vivo numa constante insatisfação… mas acho que não, não sou assim, dou valor pro que eu tenho. Só que às vezes acho que mereço um pouco mais, sei lá, já tomei tanto na cara…

Espero o dia em que as coisas vão se resolver. Pelo menos essas que me incomodam agora. Espero poder abrir a caixa da alegria guardada. Quero a plenitude, ou pelo menos chegar perto dela. Quero poder por alguns instantes não sentir aquela quase dor que dá nos olhos alguns momentos antes do início do choro, o nó na garganta que sufoca.

Um dia eu me curo.

Nossa, que enrolação… não to conseguindo expressar nada. Só dando volta. Que merda. O que eu quero dizer… é… que já deveria estar dormindo há algumas horas, só que a dor de cotovelo não deixa. Por que tem que existir coisas como auto-piedade? É tão comum a gente ficar se questionando: Pô, mas eu sou tãaaaaaaaaaaaaaao legal… que merda. Fico tão frágil que chego a sentir nojo de mim mesma. Queria ser ruim, mas não consigo. Mas se eu fico ruim, me condeno porque acho que to ficando amarga. À puta que pariu tudo isso.

Todo dia, todo dia, todo dia, sem descanso. Das oito e quinze às nove da manhã, todo dia, eu morro um pouquinho. Espero sinceramente que acabe logo.

k

 

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