Vi alguém falando na TV do “grande mestre Alex Luigi”. Pintor. Gostei desse nome.

Fico imaginando a figura de Alex Luigi: altura, peso, cor dos cabelos, cor da pele. Fisionomia. Jeito de andar. Como será a vida de Alex Luigi?

Rico, famoso. Sessenta e cinco, por aí. Mora numa grande casa de campo, no sul da França. Uma vila, sim, uma linda e charmosa vila. É solteiro, teve muitas mulheres mas nunca se prendeu definitivamente a nenhuma. Filhos? Vários, mas mal os conhece, apenas manda um dinheiro de quando em quando.

E passa seus dias pintando, sem pressa, saboreando cada obra, saboreando todo o prestígio, toda a fama que possui. Ele merece, afinal teve uma infância pobre e batalhou muito para conquistar tudo isso. Mora bem, veste bem, come bem, bebe bem. Alex Luigi viajou muito pelo mundo, mas atualmente está numa fase caseira. Não sai pra quase nada, manda a governanta fazer as compras e pagar as contas. Fica dias e dias reservado, feliz, no seu mundo. Possui algumas galerias pela Europa, e delas chegam seus cheques polpudos pelos quadros vendidos.

Esta é a vida de Alex Luigi. Ah, ele está morto? Ué, não deixa de ser sua vida, só que além-túmulo. Vai saber.

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