Ela caminhou até a praia e viu uma estrela-do-mar, morta, na areia. Olhou para cima e viu o brilho de uma estrela, morta, no céu.

A estrela-do-mar, morta, era feia, estava entrando em decomposição. A estrela-do-céu, morta, continuava a brilhar. Tanta era a distância entre ela e a Terra que sua luz ainda chegava mesmo depois do corpo celeste ter desaparecido.

Ela então pensou no que poderia fazer para que, mesmo depois de morta, pudesse continuar por muito tempo, ter seu brilho propagado. Não gostaria de sumir de repente, na crueldade e feiúra da morte.

Ela desejou que, quando morresse, ficasse igual à estrela-do-céu.

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