Efeito Borboleta – Essa é a coqueluche dos anos 2000. A dos anos 90 foi Ghost, o filme favorito de dez entre dez candidatas de concursos de beleza, e de 90% da humanidade.

Eu gostei do filme, apesar de ser um tema batido e ao mesmo tempo não ser, por tratar-se de viagens no tempo, mas feitas através das memórias do protagonista.

O que me fez gostar deste filme é o fato de que eu já fiz, muitas vezes, mudanças que julguei necessárias em certas memórias, como recomendado por uma psicóloga de PNL com quem eu me consultei por um tempo. Certa vez, ela pediu para que eu congelasse uma imagem de uma lembrança desagradável e me disse para alterá-la, de forma que o meu sofrimento fosse “anulado”.

Desde então eu comecei a fazer isso com algumas lembranças ruins, principalmente dos tempos de escola, em que eu era ofendida por alguns “colegas” por ser diferente. Se eu melhorei meus problemas de rejeição? Sim, mas acho que não foi totalmente devido à isso, porque eu deveria ter reprogramado mesmo as lembranças, e no entanto eu só “ajeito” as memórias quando alguma aparece e me incomoda.

Às vezes eu mergulho nos “ses”: se eu tivesse feito de outra forma, se eu tivesse falado tal coisa, ou se eu não tivesse feito ou falado nada. Isso é que é a parte chata do negócio, e acho que é isso que o cara quis mostrar no filme, que não sou só eu, ou você, que temos essas paranóias de querer voltar e fazer diferente, mas que todo mundo um dia já pensou nisso rs.

Mas de certa forma, acho a “reprogramação” um jeito bem legal de lidar com lembranças ruins. Afinal, o único lugar em que a gente é realmente livre é a mente.

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